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Principais destinos para velejar na Europa no verão 2026

Croácia, Baleares e Córsega-Sardenha aparecem como rotas-chave; atenção ao tráfego no Estreito de Bonifácio e opções de charter com tripulação

Arquipélago Maddalena, na Sardenha, Itália, região recomendada para velejar com maior sofisticação
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  • O Mediterrâneo e o Adriático são destacados como das melhores rotas para velejar no verão europeu de 2026, com destaque para a infraestrutura marina que facilita a navegação.
  • O neurocirurgião José Guilherme Caldas, do Sírio-Libanês, atravessou o Atlântico 18 vezes e, em abril, concluiu a regata Globe 40 em oito meses, ficando em primeiro na categoria Sharp.
  • Sobre barcos, há opções: monocascos cruiser de 40 pés para esportividade ou catamarãs maiores para famílias, com até 12 pessoas a bordo em versões de cinquenta pés, incluindo skipper e apoio.
  • Rota recomendada para quem busca custo x natureza é a Croácia; para combinação de natureza, gastronomia e vida noturna, as ilhas Baleares (Ibiza e Formentera); para experiência reservada, as ilhas de Córsega e Sardenha, com cuidado no Estreito de Bonifácio.
  • Principais operadoras de charter na Europa são The Moorings, Sunsail e Dream Yacht, oferecendo opções desde veleiros compactos até catamarãs com tripulação, em destinos como Croácia, Grécia, Itália, Turquia, França e Espanha.

O Mediterrâneo e o Adriático aparecem entre as principais rotas para velejar no verão europeu de 2026. O itinerário combina ventos favoráveis, cidades costeiras e opções de lazer, com foco na experiência de navegação e tranquilidade náutica.

O neurocirurgião José Guilherme Caldas, do hospital Sírio-Libanês, trabalha entre São Paulo e grandes travessias oceânicas. Ele já cruzou o Atlântico 18 vezes, incluindo uma velejada solo, e, em abril, completou a Globe 40 a bordo de um Classe 40, ao lado do skipper Luiz Bolina. A dupla venceu na categoria Sharp.

Para Caldas, o verão europeu se aproveita com infraestrutura integrada entre marinas, aeroportos e serviços náuticos, facilitando embarques rápidos após o pouso. Ele destaca que a logística é essencial para quem concilia profissão médica e velejo.

O barco

A escolha depende do tipo de navegação. Quem busca esportividade e menos gente a bordo pode optar por um monocasco cruiser de 40 pés ou mais. Estaleiros comuns incluem Bénéteau, Bavária e Hanse. Catamarãs servem bem a famílias, com maior estabilidade e áreas sociais amplas.

Catamarãs de 50 pés acomodam de 10 a 12 pessoas, com skipper e equipe de apoio recomendados para viagens maiores. A decisão depende do tamanho do grupo, do roteiro e do orçamento. A oferta de charter é ampla, variando entre opções compactas e embarcações de luxo.

A rota

A costa da Croácia é apontada como uma opção segura e de navegação mais simples, com curtas distâncias entre ilhas. Para quem busca combinar natureza, gastronomia e vida noturna, as Ilhas Baleares, especialmente Ibiza e Formentera, são indicadas, mas com tráfego marítimo intenso no auge.

Para quem busca privacidade e enseadas preservadas, a rota entre Córsega e Sardenha é recomendada. O Estreito de Bonifácio demanda atenção, pois ventos fortes podem apresentar desafios técnicos.

O charter

O mercado europeu de charter é bem desenvolvido, com opções desde veleiros compactos até catamarãs com tripulação. The Moorings e Sunsail têm bases na Croácia, Grécia, Itália e Turquia. Dream Yacht opera na França e na Espanha, abrindo mais possibilidades de roteiros no Mediterrâneo.

Reportagem publicada na edição 140 da Forbes Brasil, disponível nos aplicativos da revista.

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