- Uma bebê britânica, Ariella Mann, morreu em janeiro de 2026 de síndrome hemolítica urêmica associada a E. coli após estadia no Jaz Makadi Aquaviva, em Hurghada, hotel reservado por meio da Tui.
- Três crianças tiveram quadros semelhantes no mesmo hotel: Ariella, Arthur Broughton (6 anos) e Chloe Crook (2 anos), todos com HUS e complicações renais; Arthur ficou com sequelas, Chloe viveu com saúde comprometida e precisou de tratamento prolongado.
- Os casos ocorreram ao longo de anos, com Chloe em julho de 2024, Arthur em agosto de 2025 e Ariella em dezembro de 2025, terminando com falência renal e necessidade de intervenção média a longa.
- As famílias afirmam que não foram informadas sobre casos anteriores vinculados ao hotel e acionam a Tui em busca de responsabilidade, destacando falhas na comunicação de riscos.
- A Tui afirmou monitorar incidentes desde 2022, cooperar com investigações independentes e com autoridades, e disse ter tomado medidas imediatas ao receber o relato de Ariella; a empresa destacou que a taxa de illness no hotel é de cerca de 0,3% entre cerca de oitenta mil clientes desde 2022.
A empresa de turismo Tui está sob escrutínio por protocolos de segurança após uma bebê britânica falecer de uma doença gástrica acometida por E coli, após estadia no Jaz Makadi Aquaviva, em Hurghada, Egito. O hotel é o mesmo onde outras duas crianças ficaram gravemente doentes meses antes, da mesma condição.
Ariella Mann, de 1 ano, morreu em janeiro por uma condição renal associada à E coli, depois de passar duas semanas em um pacote all inclusive adquirido via Tui. A família chegou a retornar ao Reino Unido em janeiro, quando o quadro da criança se agravou e foi internada em UTI com coma induzido; o diagnóstico confirmou HUS, ligado à bactéria.
Conforme a linha do tempo, quatro meses antes, Arthur Broughton, de seis anos, ficou gravemente doente após a viagem ao hotel com os pais. Ele também evoluiu para HUS e depende de tratamento contínuo. Um ano antes, Chloe Crook, duas, foi transferida de avião para Londres com quadro de HUS e passou por quarentena, diálise de emergência e complicações associadas.
Casos anteriores no Jaz Makadi Aquaviva
Os pais de Ariella relatam insatisfação por não terem sido informados previamente sobre casos de E coli no hotel. Jade Oakes afirma que, se soubesse, não teria levado a filha. Lee Mann enfatiza o custo elevado da viagem e a expectativa de padrão elevado de qualidade.
O trio de famílias busca ação legal por meio da firma Irwin Mitchell, que representa os casos contra a Tui. O advogado Jatinder Paul aponta responsabilidade dos operadores para evitar que hotéis causem doenças e questiona que medidas foram tomadas pelo hotel e pela operadora.
Reação da Tui
A Tui afirmou que investiga incidentes em parceria com autoridades locais, hotel e agência de saúde britânica. A empresa informou ter atendido a 80 mil clientes no Jaz Makadi Aquaviva desde 2022, com nível de adoecimento reportado próximo de 0,3%. A companhia reforçou ainda que mantém cooperação com investigações e que não recebeu informações sobre Arthur recentemente.
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