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Ministério da Saúde suspende vacina contra a dengue do Butantan

Ministério da Saúde suspende temporariamente a vacina do Butantan contra a dengue para investigar 42 reações adversas, com três internações e duas mortes, como medida de precaução

Municípios fluminenses começam a receber vacina contra a dengue, produzida pelo Instituto Butantan. Foto: Instituto Butantan/Divulgação
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  • O Ministério da Saúde suspendeu temporariamente a vacinação contra a dengue com a vacina do Instituto Butantan no país.
  • Foram registradas 42 reações adversas, com três internações e duas mortes entre os vacinados.
  • A autoridade reforçou que não é possível concluir que os eventos foram causados pela vacina, mas serão investigados por um comitê de especialistas.
  • A suspensão vale apenas para o imunizante do Butantan; o dengue vacinado pela Takeda (Qdenga) continua em uso pelo SUS.
  • Até 30 de maio, foram aplicadas pouco mais de 500 mil doses da vacina do Butantan, em pilotos no Brasil, com foco em adolescentes e adultos de 15 a 59 anos.

O Ministério da Saúde suspendeu temporariamente a vacinação contra a dengue com a dose desenvolvida pelo Instituto Butantan. A decisão foi anunciada nesta segunda-feira (8) e envolve toda a rede pública do país. Os especialistas vão investigar 42 casos de reação adversa após a aplicação.

Entre os casos, 3 pessoas foram internadas e 2 não sobreviveram. O ministério afirmou que ainda não é possível concluir que a vacina causou os eventos, mas que eles servem como alerta para estudo detalhado. Uma comissão de especialistas conduzirá a investigação.

A suspensão vale somente para a vacina do Butantan e não afeta o imunizante Qdenga, da Takeda, aplicado pelo SUS. Até 30 de maio, mais de 500 mil doses da vacina butantan foram aplicadas em todo o país.

A vacinação ocorreu em três municípios-piloto: Botucatu (SP), Maranguape (CE) e Nova Lima (MG), com adolescentes e adultos de 15 a 59 anos como público-alvo. Em Araguaína (TO) houve uma ação de vacinação adicional em março.

O Ministério ressalta que a decisão não invalida a eficácia da vacina. O objetivo é ampliar a análise, com um estudo de caso-controle para identificar fatores de risco entre as pessoas vacinadas.

Além disso, a entrada de profissionais da saúde na campanha de dengue já havia sido iniciada em fevereiro, com expectativa de imunizar 1,2 milhão de trabalhadores da linha de frente da atenção primária.

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