- Hospitais de Calabria dependem de 400 médicos cubanos contratados desde 2022 para manter serviços, especialmente a urgência do hospital Juan Pablo II, em Lamezia Terme.
- O acordo foi firmado em agosto de 2022 com a Comercializadora de Serviços de Médicos Cubanos; primeiros 51 profissionais chegaram em dezembro daquele ano.
- O presidente regional, Roberto Occhiuto, afirma que a região precisava de médicos e que o sistema está aberto a profissionais de todas as nacionalidades; ele nega pressão dos EUA como motivo da contratação.
- O encarregado de negócios dos EUA em Cuba, Mike Hammer, visitou Calabria para tratar do tema; segundo autoridades locais, 400 médicos cubanos ficarão pelo menos até 2027.
- Pressões dos EUA sobre Cuba para endurecer sanções já impactam políticas de alguns países; Honduras anunciou fechamento de programas semelhantes, citando restrições de vistos.
O governo regional da Calábria mantém um acordo para contratar médicos cubanos que já atuam no hospital Juan Pablo II, em Lamezia Terme, para sustentar o funcionamento dos serviços de Urgência. O contingente, formado por 12 médicos, chegou em 2022 e segue ativo até 2027, segundo autoridades locais.
A iniciativa foi adotada depois de a região enfrentar déficit crônico de especialistas e o risco de fechamento de unidades. A contratação ocorre por meio de uma empresa estatal cubana vinculada ao governo de Havana, criada para facilitar o recrutamento de médicos no exterior.
Na região, o hospital de Lamezia Terme emprega cerca de 20 cubanos, entre eles médicos de cardiologia e medicina interna, que atuam na Urgência. A presença deles é apontada como essencial para manter os serviços abertos, especialmente em horários de pico.
Controvérsia e contexto internacional
O tema ganhou destaque após a visita de um representante americano ao sul da Itália, em Calabria, para tratar do assunto com o governador da região. As autoridades locais afirmam que a discussão envolve questões administrativas e humanitárias, sem que haja intervenção externa direta.
O acordo firmado em agosto de 2022 previa remuneração de 4.700 euros brutos, com parte destinada aos profissionais e parte à agência cubana. Meses depois, o modelo de pagamento foi alterado para um repasse único aos médicos, que encaminham parte da renda à ilha.
Quem supervisiona o processo na região é o comissário da saúde da província de Catanzaro, que enfatiza a importância clínica dos médicos cubanos e ressalta a compatibilidade com o sistema de saúde local. A região destaca que a atuação internacional do setor de saúde pode contribuir para a resposta a emergências.
Os médicos cubanos afirmam que o trabalho tem sido importante para a continuidade dos serviços, sem abandonar o foco na qualidade profissional. Eles destacam o esforço de adaptação a um ambiente de trabalho novo e desafiador, com integração entre equipes de diferentes nacionalidades.
Para a Calábria, a permanência do programa depende de fatores internos de planejamento e de eventuais mudanças na política de recrutamento de profissionais estrangeiros. O governo regional diz que a colaboração permanece necessária para evitar o fechamento de unidades hospitalares na região.
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