- O MIT SPURS/Humphrey Program, programa de estudos urbanos do MIT, completa sessenta anos no próximo ano, mantendo o intercâmbio como missão.
- O currículo passará a enfatizar políticas de tecnologia aplicadas ao planejamento urbano, incluindo uso de dispositivos e metodologias em países emergentes.
- O programa financia doze a dezessete profissionais em residência de dez meses; neste ano, treze bolsistas são de doze países.
- Os bolsistas participam de aulas no MIT e na Harvard University, além de afiliações profissionais que criam redes e parcerias.
- A direção busca novas fontes de recurso para ampliar a sustentabilidade a longo prazo, incluindo um endowment e patrocínios, mantendo a missão de formar líderes globais para desafios urbanos.
O MIT SPURS/Humphrey Program completará 60 anos na próxima edição e passa por ajustes estratégicos no currículo. O foco passa a enfatizar políticas tecnológicas aplicadas à urbanização, ampliando o papel da tecnologia no planejamento urbano global.
O programa, ligado ao Departamento de Estudos e Planejamento Urbano (DUSP), recebe 12 a 16 profissionais de meio de carreira por10 meses em residência. Anualmente, os fellows participam de cursos, auditorias em MIT e Harvard e estabelecem parcerias com setores público, privado ou sem fins lucrativos.
A revisão curricular, liderada pelo diretor atual Bish Sanyal e peloAssistant Director Jonars Spielberg, busca diversificar fontes de financiamento e fortalecer parcerias globais. A intenção é manter a missão de capacitar líderes para resolver problemas urbanos com recursos tecnológicos.
Novo eixo: tecnologia e governança
Com mudanças, a SPURS passa a priorizar políticas de tecnologia e governança. O objetivo é preparar fellows para aplicar inovações em contextos de nações em desenvolvimento, conectando pesquisa de MIT a necessidades de planejamento urbano.
A proposta inclui ampliar o alcance de recursos financeiros, incluindo doações privadas, para criar um patrimônio que assegure a continuidade do programa por décadas. O objetivo é reduzir dependência exclusiva do Humphrey Fellowship.
Casos de atuação dos fellows
Entre os participantes, Ivandro Rodrigues trabalha com Angola no planejamento estratégico da área espacial nacional. Durante o programa, conectou-se a parcerias com empresas de satélite e compôs um toolkit institucional para governança e cooperação internacional.
Outro exemplo é a atuação de Sarah Boufkiri, arquiteta marroquina que lidera projetos de desenvolvimento urbano em Zenata. Em MIT, ela participou de atividades relacionadas a plataformas de IA para avaliação de pavimentos e de iniciativas de habitação acessível, somando experiência prática a planos de uma cidade ecossustentável.
Educação e impacto no campus
Além das atividades de pesquisa, os fellows ajudam na formação de estudantes de graduação em cursos do MIT-D-Lab. Por meio de atividades práticas, eles compartilham técnicas de planejamento, design e políticas públicas que influenciam projetos em países emergentes.
Nicolas Maggio, ex-fellow argentino, coordena projetos com Weatherizers Without Borders e atua como palestrante convidado em cursos do D-Lab. O profissional utiliza ferramentas como realidade virtual e IA para ampliar a eficiência de técnicas de construção em comunidades de baixa renda na América Latina.
Visão para o futuro
A gestão da SPURS enfatiza que a tecnologia precisa ser pensada em várias escalas, desde políticas nacionais até impactos em populações vulneráveis. O programa visa manter a conectividade entre especialistas, alumni e parceiros para ampliar o uso de soluções inovadoras.
A mensagem central reforçada pela direção é que SPURS continua capaz de formar líderes globais, com visão integrada de planejamento urbano, inovação tecnológica e cooperação internacional. A iniciativa destaca a relevância de alianças duradouras para transformar cidades ao redor do mundo.
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