- MEC participou do 1º Fórum de Reitores Brasil-África, em Brasília, em painel sobre políticas de expansão e internacionalização com foco no Sul Global.
- Mesa contou com os secretários Marcelo Bregagnoli (Educação Profissional e Tecnológica) e Marcus David (Educação Superior), que apresentaram o panorama da Rede Federal e o papel das federais nas relações com a África.
- Bregagnoli destacou a implementação de 111 novos campi de institutos federais, com ao menos 60 já ofertando cursos neste ano, ressaltando a verticalização do ensino.
- Marcus David ressaltou que a rede federal é formada por 69 instituições, atende cerca de 1,4 milhão de estudantes e reserva 50% das vagas para pessoas de escolas públicas, de baixa renda e pretos, pardos e indígenas.
- O PEC, com 60 anos de existência, foi apontado como principal instrumento de aproximação; 80% das quase 4 mil vagas para estrangeiros em 2016 foram preenchidas por africanos, com iniciativas como Promisaes e IsF para apoiar alunos.
Durante o 1º Fórum de Reitores Brasil-África, em Brasília, o MEC apresentou ações de expansão e internacionalização da educação brasileira com foco no Sul Global. O painel “Apresentação das Instituições Públicas Brasileiras” reuniu secretários da Educação Profissional e Tecnológica e da Educação Superior para detalhar políticas da pasta.
Os participantes foram Marcelo Bregagnoli, secretário de Educação Profissional e Tecnológica, e Marcus David, secretário de Educação Superior. Eles mostraram o balanço da Rede Federal de Educação Profissional, Científica e Tecnológica e o papel estratégico das universidades federais nas relações com o continente africano.
Bregagnoli destacou a abertura de 111 novos campi de institutos federais, com pelo menos 60 unidades já ofertando cursos neste ano. O objetivo é ampliar a verticalização do ensino, abrangendo qualificações até pós-graduações, visando inclusão social e desenvolvimento regional.
Sobre inovação, o ministro enfatizou a atuação de polos de referência e incubadoras de empresas na Rede Federal, com participação ativa de estudantes em projetos tecnológicos. A cooperação internacional ganha força por meio de redes com países de língua portuguesa, como Moçambique, Cabo Verde e Guiné-Bissau.
Marcus David detalhou o funcionamento da rede de 69 universidades federais, distribuídas pelo país, que atendem cerca de 1,4 milhão de estudantes. O modelo reserva 50% das vagas a alunos de escolas públicas, de baixa renda, pretos, pardos e indígenas.
As relações com o continente africano foram apresentadas como parte central da produção científica nacional. O secretário ressaltou a importância de internacionalização para o equilíbrio do sistema, com prioridade para conexões do Sul Global.
O Programa de Estudantes-Convênio (PEC) foi apontado como principal instrumento de aproximação. Em 2016, 80% das quase 4 mil vagas para estudantes estrangeiros foram ocupadas por cidadãos africanos, com cursos em medicina, engenharia, agricultura, educação e ciências sociais.
Para viabilizar o êxito acadêmico, o MEC tem apontado apoio à permanência estudantil, acolhimento intercultural e políticas linguísticas para valorizar o português. Iniciativas como Promisaes, o PEC e o IsF ajudam a superar barreiras de idioma.
Entre as ações, destacam-se o apoio financeiro a alunos de países em desenvolvimento e as redes institucionais ligadas ao programa Idiomas sem Fronteiras. Os registros da Setec e da Capes acompanharam o andamento do tema.
Participação — O debate foi mediado pelo diretor de Relações Internacionais da Capes, Rui Oppermann. Também marcaram presença Kátia Evangelista Regis, da Secretaria de Igualdade Racial; Antônio Carlos Rodrigues de Amorim, da Capes; José Daniel Diniz Melo, reitor da UFRN e representante da Andifes; e Adriano Pereira, reitor do IFPR e representante do Conif.
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