- A vice-reitora interina, Rebekah Brown, informou que os escândalos e falhas de governança da ANU resultaram em cerca de US$ 100 milhões de dano reputacional, afetando captação de doadores e matrículas internacionais.
- O programa de corte de custos Renew ANU provocou pelo menos 399 demissões no ano anterior a setembro, e foi criticado pela auditoria por não apresentar evidências claras de necessidade ou viabilidade.
- A ex-reitora Genevieve Bell saiu do cargo em setembro; a ex-chanceler Julie Bishop enfrentou acusações de assédio e renunciou em maio; a escolha do substituto tem sido gerida, em grande parte, pela regulator TEQSA, com comitê independente sugerindo o próximo chanceler.
- A Organização Nacional de Auditoria Australiana (ANAO) publicou avaliação crítica dizendo que Renew ANU foi aprovado sem entendimento claro do problema, opções ou riscos de implementação; o programa custou mais de US$ 35 milhões para ser implementado e gera economia anual de US$ 74,8 milhões, mas ainda traz riscos.
- O conselho da universidade viu a renúncia de cinco de seus quinze membros neste ano; o atual chanceler interino, Andrew Metcalfe, reconheceu a perda de confiança do público, de funcionários e de estudantes.
A australiana ANU afirmou que uma sequência de escândalos de alto perfil e falhas de governança causou cerca de 100 milhões de dólares em danos à reputação, segundo a vice-reitora interina Rebekah Brown. O relato foi feito a um comitê parlamentar em estimativas do senado.
Brown disse que a perda financeira decorre principalmente do efeito reputacional sobre a captação de doadores e sobre a matrícula de estudantes internacionais. A avaliação, segundo ela, ainda está em andamento, com impacto considerado relevante.
A instituição enfrenta críticas por um programa de cortes, o Renew ANU, que levou à saída do ex-reitor Genevieve Bell em setembro e resultou em pelo menos 399 demissões nos 12 meses anteriores.
Contexto institucional e eventuais responsabilidades
Julie Bishop, ex-reitora apontada em investigações, enfrentou acusações de assédio de acordo com inquéritos, que causaram abalo à governança da universidade. Bishop rejeitou as alegações conforme declarações anteriores.
O Renew ANU recebeu aprovação sem evidências claras de necessidade, urgência ou viabilidade, segundo uma auditoria independente. O projeto custou mais de 35 milhões de dólares para implementá-lo e gerou economias anuais estimadas em 74,8 milhões de dólares, com riscos contínuos de receita e pessoas.
A ANU informou que a crise de confiança também levou à demissão de membros da comissão diretiva, com várias trocas de quadros ao longo do ano. A seleção do próximo chanceler ficou quase exclusivamente nas mãos de um painel independente, após intervenção do órgão regulador.
Andrew Metcalfe, chanceler interino, reconheceu a perda de confiança pública, entre funcionários e estudantes, e ressaltou a necessidade de enfrentar o problema de governança. Ele destacou que a instituição tem a obrigação de reconstruir a confiança.
Análise do relatório oficial
Na véspera, a Australian National Audit Office (ANAO) divulgou uma revisão incisiva sobre o Renew ANU. O relatório afirma que a aprovação ocorreu sem entender bem o problema, as opções disponíveis ou os riscos de implementação.
De acordo com o documento, o Renew custou mais de 35 milhões de dólares para implementar e traria economias recorrentes de cerca de 74,8 milhões de dólares por ano. Além disso, aponta riscos ainda não resolvidos para receitas e pessoal.
Senadores independentes destacaram que o relatório justifica parte da indignação da comunidade acadêmica e do público. A avaliação ressalta falhas de governança e de planejamento que devem ser corrigidas pela universidade.
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