- Estudantes da USP mantêm a ocupação da reitoria desde quinta-feira (7), exigindo a reabertura do diálogo com o reitor Aluísio Augusto Cotrim Segurado.
- Entre as demandas estão aumento no Programa de Apoio à Permanência e Formação Estudantil (PAPFE), melhorias nas moradias estudantis e nos bandejões.
- Os alunos descrevem a CRUSP com “situação insalubre”, com falta de água e mofo; relatam problemas diários nos bandejões, incluindo alimentação com larvas.
- O reitor teria apresentado um aumento de R$ 27 no PAPFE (valor integral) e de R$ 5 no valor parcial, considerado insuficiente; hoje o valor integral é R$ 885 e o parcial, R$ 320.
- Os estudantes questionam o orçamento da universidade — cerca de R$ 9 bilhões para 2026 — e a bonificação de R$ 240 milhões para professores, afirmando que há recursos para atender as demandas e que a ocupação só termina com a reabertura das negociações.
A Universidade de São Paulo (USP) permanece ocupada pela reitoria nesta sexta-feira, 8 de maio, com alunos cobrando a reabertura do diálogo com o reitor Aluísio Augusto Cotrim Segurado. A ocupação começou na quinta-feira, 7 de maio, após a reitoria encerrar de forma unilateral as negociações em curso. A mobilização ocorre no campus da capital paulista.
Segundo os estudantes, as principais demandas envolvem o aumento do valor do PAPFE (Programa de Apoio à Permanência e Formação Estudantil), melhorias nas moradias estudantis do Conjunto Residencial da USP (CRUSP) e melhoria dos restaurantes universitários, os bandejões. O texto divulgado pelo Diretório Central dos Estudantes aponta condições consideradas insalubres no CRUSP, com relatos de falta de água e mofo.
Ainda conforme o movimento, a insegurança alimentar é tema central, com queixas sobre alimentação oferecida nos bandejões, incluindo relatos de refeições inadequadas. O grupo também cita o atual patamar de ajuda financeira: o valor integral do PAPFE é de 885 reais e o parcial, 320 reais.
Pontos das reivindicações
Os estudantes indicam que o orçamento da USP para 2026 chega a aproximadamente 9 bilhões de reais, e lembram uma bonificação de 240 milhões de reais aprovada para professores em março. A crítica publicamente é a de que recursos para melhorias estudantis não teriam sido liberados, segundo o DCE.
De acordo com integrantes do DCE, a ocupação só deve encerrar se a reitoria concordar em reabrir as conversas com representantes estudantis. Os alunos destacam a desigualdade de condições entre estudantes e autoridades da universidade, citando experiências diferentes no acesso a alimentação e transporte nas dependências da USP.
Resposta da reitoria
A reitoria comunicou que lamenta a escalada de violência associada à invasão do prédio principal e aos danos ao patrimônio público. A instituição afirmou ter adotado medidas cabíveis, incluindo o acionamento de forças de segurança pública para evitar ocupação de novos espaços e prevenir prejuízos materiais.
Em nota anterior, a gestão disse ter conduzido reuniões com representantes estudantis desde 14 de abril, totalizando cerca de 20 horas, com avanços considerados benéficos para a comunidade acadêmica dos campi. A reitoria enfatizou que o bem-estar da comunidade é prioridade.
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