- Prazo do Imposto de Renda 2026 termina no dia 29; em caso de atraso, há multa mínima de R$ 165,74 e pode chegar a 20% do imposto devido.
- Enviar a declaração na reta final aumenta o risco de erros comuns, como esquecimentos de informes de rendimento, despesas médicas, contas em corretoras, rendimentos de aluguel e dados de dependentes.
- Investimentos devem entrar na declaração, incluindo aplicações isentas; ativos mantidos no exterior também exigem atenção.
- Despesas médicas exigem organização: guarde recibos, notas fiscais e comprovantes para evitar questionamentos.
- Vendas de imóveis com lucro e ganhos na bolsa ou em fundos imobiliários devem ser declarados; é possível corrigir após o envio por meio da declaração retificadora, e quem não declarou em 2025 precisa regularizar antes.
O prazo para a entrega do Imposto de Renda 2026 está se encerrando na próxima sexta-feira, 29. Milhares de brasileiros ainda não enviaram a declaração à Receita Federal. Na reta final, a pressa aumenta erros comuns, especialmente em pontos de conferência mais criteriosos pelo Fisco.
Especialistas ressaltam que a malha fina tem ganhado aperfeiçoamento com cruzamento automatizado de dados de bancos, corretoras, planos de saúde e outros setores. Por isso, é essencial revisar tudo com calma antes do envio para evitar inconsistências que atraiam a fiscalização.
Investimentos também entram na declaração
Muita gente acredita que apenas aplicações tributadas precisam ser informadas; não é o caso. Investimentos isentos ajudam a demonstrar a evolução patrimonial. Poupança, LCI, LCA, CDB, Tesouro Direto, fundos, ações, previdência e criptomoedas devem constar na declaração. Ativos no exterior demandam atenção adicional.
Despesas médicas exigem organização
Gastos com saúde continuam entre os itens com maior necessidade de comprovação. Recomenda-se separar recibos, notas fiscais e comprovantes antes de preencher os dados. Informações divergentes ou despesas sem documentação geram questionamentos.
Venda de bens e operações na bolsa
Lucros com venda de imóveis, veículos ou outros bens em 2025 devem ser declarados com precisão. Movimentações acima de R$ 40 mil na bolsa, além de ganhos com ações, ETFs e fundos imobiliários, também precisam de registro adequado.
Pré-preenchida ajuda, mas não elimina revisão
A declaração pré-preenchida facilita o preenchimento, mas não substitui a conferência manual. Informações ausentes ou divergentes continuam sob responsabilidade do contribuinte.
E se houve erro após o envio?
É possível corrigir por meio da declaração retificadora. A correção deve ser feita assim que o erro for identificado. Após o fim do prazo, não é possível alterar o modelo de tributação escolhido entre desconto simplificado e deduções legais.
Regularização para quem não declarou no ano passado
Quem tinha obrigação em 2025 e não entregou precisa regularizar a declaração atrasada antes de enviar a de 2026. Não é possível fazer os dois exercícios em um único envio. Assetos comprados neste ano devem ser acompanhados com cuidado para futuras questionamentos.
Conselho comum entre especialistas: reúna documentos, revise tudo com tranquilidade e evite deixar a entrega para os últimos minutos.
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