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Política e Esporte: SAF como saída para a falta de recursos no futebol

Cerca de 120 clubes adotaram SAFs até 2025, ampliando a profissionalização; o TEF, em debate no Congresso, pode alterar o ambiente regulatório e a captação de recursos

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Por Revisado por: Luiz Cesar Pimentel
Botafogo conquistou a Libertadores em 2024 (Foto: Vitor Silva / Botafogo)
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  • A SAF foi criada pela Lei 14.193/2021 para transformar clubes endividados em empresas e atrair capital.
  • Até meados de 2025, cerca de 120 clubes já adotaram o modelo, com maioria em séries C e D.
  • Botafogo, com títulos em 2024, colocou a SAF no centro do debate sobre o futuro do futebol brasileiro.
  • O Congresso discute o Regime de Tributação Específica do Futebol (TEF) via PLP 108/2024, influenciando o ambiente regulatório e a captação de recursos.
  • Especialistas destacam benefícios da profissionalização, mas alertam para riscos como conflitos entre clubes e investidores e a necessidade de fiscalização e regras claras.

A SAF foi criada pela Lei 14.193/2021 para transformar clubes endividados em empresas, com o objetivo de atrair capital. Antes da lei, a dívida de grandes clubes superava R$ 10 bilhões, com passivos fiscais e trabalhistas que freavam investimentos e a competitividade.

Os títulos do Botafogo em 2024 reacenderam o debate sobre a SAF e o papel do Estado no futebol. O modelo, embora não garanta sucesso esportivo, é visto como resposta a crises financeiras históricas no esporte.

Até meados de 2025, cerca de 120 clubes já adotaram a SAF, distribuídos por 20 estados e o Distrito Federal. A maioria concentra-se nas Séries C e D, indicando uso para enfrentar dificuldades, não apenas expansão.

Avanço da SAF e profissionalização

A profissionalização da gestão é apontada como diferencial, com investidores e executivos experientes atuando para criar estruturas estáveis e orientadas a resultados. O modelo busca reduzir a dependência de mudanças de presidentes e direções.

Entretanto, especialistas destacam riscos como conflitos entre clubes e investidores, fiscalização complexa e decisões de curto prazo que podem comprometer a identidade esportiva. A efetividade depende de marcos regulatórios claros.

Debate tributário e papel do Estado

O tema ganhou contorno com o PLP 108/2024, que discute o Regime de Tributação Específica do Futebol (TEF). A alíquota pode influenciar a atração de capital e a justiça fiscal, num cenário de alta carga tributária no país.

A expressão de política pública envolve o equilíbrio entre incentivos ao investimento privado e o apoio a áreas não lucrativas do esporte, como base, formação de atletas e infraestrutura comunitária. O debate continua no Congresso.

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