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Por que julgamento da dosimetria de penas de 8 de janeiro parou no STF

Fachin planeja pautar com urgência a dosimetria do 8 de janeiro; Moraes suspende a norma por segurança jurídica, decisão final prevista até maio de 2026

Edson Fachin só pode pautar ações de inconstitucionalidade ou recursos para aplicar a dosimetria depois que Alexandre de Moraes liberar os processos (Foto: Antonio Augusto/STF)
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  • O presidente do STF, Edson Fachin, quer pautar com urgência as ações sobre a nova lei de dosimetria para condenados de 8 de janeiro.
  • O julgamento depende da liberação formal dos processos pelo relator, Alexandre de Moraes, que suspendeu a aplicação da norma por segurança jurídica.
  • A dosimetria é o cálculo que define o tempo exato de prisão; a nova lei pode reduzir penas de detidos pelos atos de 8 de janeiro de 2023.
  • Defesas dizem que a lei em vigor deve ser aplicada imediatamente se beneficia o réu; Moraes sustenta esperar o STF decidir pela constitucionalidade.
  • A expectativa é de decisão até o fim de maio de 2026, após o envio de pareceres da Presidência da República e da Procuradoria-Geral da República e da elaboração do voto do relator.

O presidente do STF, Edson Fachin, planeja pautar com urgência ações sobre a nova lei de dosimetria para condenados do 8 de janeiro. O julgamento, porém, depende da liberação dos processos pelo relator, Alexandre de Moraes, que suspendeu a aplicação da norma por segurança jurídica.

A dosimetria é o cálculo que define o tempo de prisão pelo juiz. A nova lei, aprovada pelo Congresso, pode reduzir penas de quem foi preso pelos eventos de 8 de janeiro de 2023, com possibilidades de liberdade imediata ou passagem a regimes mais brandos.

Moraes decidiu suspender o uso da regra até que o STF avalie sua constitucionalidade, diante de ações questionando a norma. Defesas e partidos defendem a aplicação imediata da lei caso ela esteja vigente.

Fachin, na condição de presidente, organiza a pauta e afirma buscar rapidez no julgamento. No entanto, ele só pode marcar a sessão após Moraes liberar formalmente os processos para votação.

Advogados de defesa argumentam que a lei em vigor deve ser aplicada quando beneficia o réu, e que Moraes não pode ignorar norma aprovada pelo Congresso sem declarar sua ilegalidade. Casos com penas de 14 e 17 anos entram no debate.

A expectativa é de decisão até o fim de maio de 2026. Antes disso, Presidência da República e Procuradoria-Geral da República devem enviar pareceres ao STF, permitindo que Moraes aprove a pauta e Fachin estabeleça a data da sessão.

Fonte: Gazeta do Povo.

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