- O ministro Alexandre de Moraes pediu à Polícia Federal a transferência do delegado Fábio Shor para atuar em seu gabinete.
- Shor dirigia investigações sobre a tentativa de golpe de Estado envolvendo Jair Bolsonaro e aliados no governo passado.
- Ele passou a ser alvo de ataques de figuras da direita, incluindo o ex-deputado Eduardo Bolsonaro, que chegou a insinuar sanções de Estados Unidos contra o delegado.
- A transferência foi reportada pela CNN Brasil e confirmada pelo Estadão; Shor também enfrentou críticas de advogados no julgamento.
- Além do inquérito da tentativa de golpe, Shor atuou em apurações sobre os atos de 8 de janeiro, fraude no cartão de vacinação e escândalo das joias sauditas, e já chefiou a divisão de contrainteligência da Polícia Federal.
O ministro do STF Alexandre de Moraes solicitou à Polícia Federal a transferência do delegado Fábio Shor para atuar em seu gabinete. O pedido foi feito por meio de ofício, conforme divulgado na imprensa.
Shor ganhou destaque por chefiar a investigação sobre a tentativa de golpe de Estado envolvendo o ex-presidente Jair Bolsonaro e aliados. A atuação do delegado gerou ataques de figuras da direita, incluindo Eduardo Bolsonaro, que o acusou publicamente em live.
Em 20 de julho de 2025, Eduardo Bolsonaro insinuou sanções de EUA contra Shor em transmissão online. O delegado pediu o indiciamento de Bolsonaro por liderar a organização criminosa que planejou o golpe, conforme apuração de veículos.
Além do inquérito da tentativa de golpe, Shor atuou nas apurações sobre os atos de 8 de janeiro, fraudes no cartão de vacinação e o escândalo das joias. O STF pode utilizá-lo como assessor em investigações sob a relatoria de Moraes.
Shor é especialista em contrainteligência e, desde fevereiro do ano passado, lidera a Divisão de Investigações e Operações de Contrainteligência da PF. A transferência pode ampliar o suporte do ministro em apurações no STF.
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