- Morreu o ministro aposentado Felix Fischer, relator da Lava Jato no STJ, aos 78 anos, ele estava internado no Hospital Sírio-Libanês, em Brasília.
- O velório ocorre nesta quinta-feira (26), a partir das 9h30, no STJ, e o sepultamento está marcado para as 14h30 no cemitério Campo da Esperança, em Brasília.
- Fischer nasceu em Hamburgo, em 30 de agosto de 1947, naturalizou-se brasileiro e atuou como procurador de Justiça do Ministério Público do Paraná antes de integrar o STJ.
- Foi indicado ao STJ em dezembro de 1996 pelo ex-presidente Fernando Henrique Cardoso e ficou conhecido por uma atuação de linha dura nos casos da Lava Jato.
- Em nota, o Conselho Nacional de Justiça manifestou profundo pesar pela morte; Fischer presidiu o STJ entre 2012 e 2014 e teve atuação marcante no tribunal.
Morreu nesta quarta-feira, 25, o ministro aposentado do Superior Tribunal de Justiça (STJ) Felix Fischer, aos 78 anos. Ele faleceu enquanto era acompanhado no Hospital Sírio Libanês, em Brasília.
O velório está previsto para quinta-feira, 26, a partir das 9h30, no STJ, com sepultamento às 14h30 no cemitério Campo da Esperança, também em Brasília. Fischer estava afastado por motivos de saúde.
Carreira e atuação
Natural de Hamburgo, Fischer naturalizou-se brasileiro ainda criança e formou-se em economia e direito no Rio de Janeiro. Foi indicado ao STJ em 1996 pelo ex-presidente Fernando Henrique Cardoso.
Antes do STJ, atuou por 23 anos no Paraná, como procurador de Justiça e professor de Direito Penal. No STJ, presidiu a Quinta Turma e a Terceira Seção, além de chefiar a presidência entre 2012 e 2014.
Lava Jato no STJ
Em 2015, Fischer tornou-se relator da Lava Jato no STJ, após a troca com o ministro Ribeiro Dantas. Foi conhecido pela linha dura, resultando em derrotas às defesas de réus e investigados, inclusive do presidente Lula.
Aposentadoria e reconhecimento
Fischer aposentou-se em 2022 aos 75 anos, idade de aposentadoria compulsória. A cerimônia de despedida ocorreu na Quinta Turma, com reconhecimento de colegas sobre sua importância ao Judiciário.
Reações e legado
O CNJ emissou nota de profundo pesar, destacando o serviço público e a dedicação ao Judiciário. Diversas figuras oficiais elogiaram a carreira do ministro, sem induzir a opiniões políticas. Fischer deixa a esposa Sônia e quatro filhos.
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