- O Supremo Tribunal Federal, na Primeira Turma, condenou Chiquinho Brazão e Domingos Brazão a 76 anos e 3 meses de prisão por planejar e mandar matar a vereadora Marielle Franco e o motorista Anderson Gomes, em março de 2018, no Rio de Janeiro.
- O julgamento foi encerrado nesta quarta-feira (25); votaram a favor os ministros Alexandre de Moraes, Cristiano Zanin, Cármen Lúcia e Flávio Dino.
- A condenação ganhou destaque na imprensa internacional, com publicações do The New York Times, Reuters e Clarín.
- O The New York Times afirma que a decisão encerra um caso que expõe pedidos de respostas sobre o assassinato de Marielle e a impunidade de figuras poderosas no Brasil.
- O Clarín ressalta o papel dos condenados — ele ex-diputado federal Chiquinho Brazão e o irmão Domingos Brazão, conselheiro do Tribunal de Contas do Rio — na liderança de uma organização criminosa ligada à ocupação de terras em comunidades da zona oeste.
O Supremo Tribunal Federal (STF) condenou os irmãos Chiquinho e Domingos Brazão a 76 anos e 3 meses de prisão por terem mandado matar a vereadora Marielle Franco e o motorista Anderson Gomes, em março de 2018, no Rio de Janeiro. A decisão foi anunciada pela Primeira Turma na manhã desta quarta-feira (25), após oito anos de investigação e julgamentos.
A condenação envolve a acusação de que os brazões lideravam a organização criminosa responsável pelo crime. Os demais votantes da Turma foram Alexandre de Moraes, Cristiano Zanin, Cármen Lúcia e Flávio Dino, nas votações que ajustaram as penas. O veredito encerra uma etapa marcante do processo.
A repercussão internacional ampliou o escrutínio sobre o caso, com veículos de grande circulação acompanhando o desfecho. A divulgação ocorreu neste mesmo dia, aumentando o debate sobre impunidade e políticas de segurança pública no Brasil.
Cobertura internacional
The New York Times destacou que a decisão do STF encerra um caso que provocou protestos e questionamentos sobre impunidade associada a forças de segurança e elites políticas no Brasil.
Reuters informou que a sentença fecha um processo de oito anos para responsabilizar os autores do assassinato de Franco, ocorrido em 2018, em contexto de alta repercussão no país.
Clarín chamou atenção para o voto de uma ministra sobre liderança de organização criminosa ligada à ocupação de terras em comunidades da zona oeste do Rio, citando forte impacto político do veredito.
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