- Na noite de quinta-feira, dia 12, ministros do STF decidiram, por unanimidade, redistribuir a relatoria do Caso Master, retirando Toffoli.
- O ministro Edson Fachin abriu a reunião apresentando pontos da Polícia Federal sobre possível relacionamento de Toffoli com Daniel Vorcaro.
- Fachin entregou aos colegas um relatório de mais de duzentas páginas, lacrado, para avaliação.
- Toffoli foi convencido de que a saída ajudaria a reduzir a pressão sobre o tema e a imagem do tribunal; Moraes e Mendes chegaram a apoiar, mas cederam ao longo da reunião.
- Por sorteio, o caso ficou com André Mendonça, que passa a ser o novo relator.
O ministro Dias Toffoli deixou a relatoria do Caso Master após reunião do STF na noite de quinta-feira, 12. A decisão foi tomada por unanimidade pelos dez ministros presentes.
A reunião abriu com Edson Fachin apresentando os elementos da Polícia Federal sobre o relacionamento entre Toffoli e Daniel Vorcaro, ex-CEO do Banco Master. Fachin entregou aos colegas uma cópia do relatório de mais de 200 páginas.
O material da PF motivou abertura de uma arguição de suspeição para que a PGR se manifestasse sobre eventual impedimento de Toffoli, que acabou extinta com a saída do ministro. Toffoli afirmou não ver conflito, mas foi convencido a ceder para reduzir a pressão sobre o tribunal.
Alexandre de Moraes e Gilmar Mendes chegaram a apoiar Toffoli, mas recuaram durante a reunião. Moraes, ainda que mais contido, também concordou com a redistribuição do caso. O decano afirmou que era hora de virar a página.
Novo relator: Mendonça é sorteado para conduzir o caso
Por sorteio, o caso passou para as mãos de André Mendonça, que passa a ter a relatoria do Caso Master. A mudança ocorre em um momento de tensão institucional relacionada ao andamento do processo. A informação aponta para uma redistribuição que unifica entendimento entre os pares.
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