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André Mendonça é sorteado como novo relator do caso Master

Mendonça assume relatoria do inquérito do Banco Master após saída de Toffoli, com objetivo de assegurar regularidade e manter atos já realizados

"Terrivelmente evangélico", André Mendonça é sorteado novo relator do caso Master
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  • O ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal, foi sorteado para assumir a relatoria do inquérito sobre supostas irregularidades envolvendo o Banco Master.
  • A redistribuição ocorreu após a saída do ministro Dias Toffoli, que deixou a frente das investigações por questionamentos decorrentes de informações da Polícia Federal.
  • A decisão foi tomada em reunião extraordinária convocada pelo presidente do STF, Edson Fachin, para analisar um relatório da PF, e houve preservação da validade de atos já praticados por Toffoli.
  • O inquérito teve início na 10ª Vara Federal de Brasília e foi encaminhado ao STF a pedido da defesa do banqueiro Daniel Vorcaro, controlador do Banco Master.
  • A PF encaminhou ao STF relatório com dados extraídos do celular de Vorcaro que mencionavam Toffoli; o ministro afirmou ser sócio da empresa Maridt, ligada ao resort Tayayá, com cotas alienadas em 2021 e 2025.

O ministro André Mendonça, do STF, foi sorteado nesta quinta-feira (12) para assumir a relatoria do inquérito que apura possíveis irregularidades envolvendo o Banco Master. A redistribuição ocorreu após a saída de Dias Toffoli, que deixou a investigação em meio a questionamentos gerados por informações da Polícia Federal. A decisão foi tomada em reunião extraordinária convocada por Edson Fachin para analisar um relatório da PF.

Durante o encontro, o STF decidiu não declarar suspeição ou impedimento de Toffoli, mas optou pela redistribuição do inquérito para manter a regularidade do andamento processual. Os ministros asseguraram a validade de todos os atos já praticados por Toffoli, garantindo a integridade das provas e a continuidade das investigações.

Origem do Caso e Medidas Adotadas

O inquérito teve início na 10ª Vara Federal de Brasília e chegou ao STF a pedido da defesa de Daniel Vorcaro, controlador do Banco Master. A defesa anexou reclamação com base em um contrato imobiliário envolvendo um parlamentar, documento considerado alheio ao objeto central.

Toffoli havia determinado o aumento do sigilo dos autos. A imprensa informou, posteriormente, que familiares do ministro teriam alienado participação no resort Tayayá, no Paraná, para um fundo ligado ao Master.

Andrei Rodrigues, diretor-geral da PF, encaminhou a Fachin relatório com dados obtidos do telefone de Vorcaro contendo referências a Toffoli. A assessoria do ministro classificou a divulgação como baseada em ilações.

Esclarecimentos do Relator

Toffoli confirmou ser sócio, junto de irmãos, da empresa Maridt, que detinha participação no Tayayá. O ministro informou que as cotas foram alienadas, em 2021, para o Fundo Arleen e, em 2025, para a PHD Holding, sem indicar prejuízos às investigações.

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