- O advogado Paulo Faria comunicou ao STF que deixou a defesa de Daniel Silveira nesta segunda-feira, após quase cinco anos na equipe, citando questões de “foro íntimo”.
- Faria iniciou o trabalho em março de 2021 e afirmou que permanece no caso Michael Robert.
- Silveira cumpre pena de oito anos e nove meses, dos quais já cumpriu quatro, por decisão do STF por ameaça ao Estado Democrático de Direito e coação no curso do processo.
- O ex-parlamentar foi condenado em dois mil e vinte e dois por divulgar vídeos que criticavam ministros do STF e defendiam o regime militar; ele chegou a ter indulto concedido por Jair Bolsonaro, que foi invalidado pelo Supremo.
O advogado Paulo Faria informou ao Supremo Tribunal Federal (STF) nesta segunda-feira (9) que deixou a defesa do ex-deputado Daniel Silveira. A saída encerra um vínculo de quase cinco anos com a equipe de defesa. A justificativa apresentada foi de foro íntimo.
Faria disse à Gazeta do Povo que o tempo dele no caso já terminou. Ele começou a atuar ao lado de Silveira em março de 2021. Segundo o advogado, ele permanece atuando no caso Michael Robert.
Silveira cumpre pena de oito anos e nove meses, com quatro anos já cumpridos. A condenação ocorreu pelo STF por ameaça ao Estado Democrático de Direito e coação no curso do processo.
Contexto do caso
O ex-parlamentar foi condenado em 2022 por divulgar vídeos que criticavam ministros do STF e defendiam o regime militar. Na ocasião, houve indulto concedido pelo então presidente Jair Bolsonaro, mas o STF derrubou o benefício posteriormente.
A defesa de Silveira passa a ser conduzida por outros operadores do direito, mantendo o foco no cumprimento da pena e nos recursos legais cabíveis. O caso segue sob apuração e andamento no STF.
Entre na conversa da comunidade