- Três irmãos, Tal, Oren e Alon Alexander, são acusados de cometer abusos sexuais durante doze anos, com uso de viagens, hotéis de luxo, drogas e álcool para seduzir vítimas.
- A promotoria da Justiça dos EUA afirmou que os irmãos se faziam passar por “garotos da festa” enquanto atuavam como predadores entre 2008 e 2021.
- A acusação indica que parte dos ataques ocorria em destinos como Hamptons, com promessas de experiências de luxo antes dos abusos.
- A defesa pediu aos jurados que rejeitem a narrativa da acusação, alegando que alguns testemunhos podem ser influenciados por interesses ou arrependimentos.
- Os irmãos, corretores de imóveis de alto padrão, foram presos em Miami em dezembro de 2024 e permanecem sem fiança; o julgamento deve durar cerca de um mês.
Tal, Oren e Alon Alexander, três irmãos ligados ao mercado imobiliário de alto padrão, são acusados de um esquema que, segundo o Ministério Público dos EUA, durou cerca de 12 anos envolvendo recrutamento de mulheres em destinos de luxo para abusos sexuais e, em alguns casos, estupro. A promotoria afirmou que os irmãos usaram viagens, hospedagens e festas para atrair as vítimas.
A defesa argumentou que o caso envolve relações consensuais entre adultos e afirmou que testemunhas podem ter motivações financeiras ou emocionais para contestar a narrativa apresentada pelo governo. Os advogados também contaram com relatos tentando desqualificar o material das acusações.
O julgamento começou em Nova York com a leitura da denúncia, que descreve um padrão de conduta entre 2008 e 2021, incluindo uso de drogas para facilitar os ataques e para entravar as ações das vítimas. A promotoria ressaltou que os atos teriam acontecido em várias cidades, inclusive em destinos como os Hamptons, sob pretextos de lazer e convivência.
O grupo é composto por Tal Alexander, de 39 anos, e os gêmeos Oren e Alon Alexander, com 38 anos. Os dois primeiros atuavam como corretores de imóveis de alto padrão em Miami, Nova York e Los Angeles; Alon conduziu a empresa de segurança particular da família.
Os irmãos foram presos em dezembro de 2024, em Miami, e permanecem detidos sem direito a fiança. A promotoria disse que muitos episódios ocorreram após convidar as vítimas a se juntarem a eles em viagens com promessas de experiências luxuosas.
Abertura do caso e próximos passos
A audiência de abertura indicou que o processo deve durar cerca de um mês. O objetivo das autoridades é apresentar evidências de que os irmãos conspiraram para atrair mulheres a destinos onde os abusos teriam ocorrido, com uso de álcool e anestésicos em alguns casos.
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