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Tribunal autoriza cortes ao Medicaid do Planned Parenthood com apoio de Trump

Corte de apelações dos EUA permite que governo imponha cortes de financiamento do Medicaid ao Planned Parenthood em 22 estados

A Planned Parenthood building is seen in Birmingham, Alabama, March 14, 2022. REUTERS/Evelyn Hockstein/File Photo
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  • O Primeiro Circuito dos EUA, com sede em Boston, autorizou a administração de Trump a aplicar em 22 estados e no Distrito de Colúmbia a corte que corta o financiamento Medicaid do Planned Parenthood se houver aborto, sob a One Big Beautiful Bill Act.
  • A decisão permite a retomada do cumprimento da lei após o tribunal de primeira instância ter emitido liminar bloqueando sua aplicação nesses estados.
  • A Corte já havia virado, em dezembro, uma decisão que derrubou outra atualização do caso e, anteriormente, derrubou uma decisão de inconstitucionalidade contra a lei.
  • A norma, aprovada pelo Congresso com maioria republicana, impede financiamento do Medicaid para organizações que façam planejamento familiar e serviços de saúde reprodutiva se realizarem abortos e tiverem recebido mais de 800 mil dólares em Medicaid no ano fiscal de 2023.
  • A Planned Parenthood afirma que a lei já teve efeitos devastadores, com pelo menos vinte centros de saúde fechando desde a sanção da medida, em julho.

A 1ª Turma do Tribunal de Apelações dos EUA, em Boston, autorizou na terça-feira a aplicação de uma disposição da proposta de lei tributária e de política interna do governo Trump que corta o financiamento do Medicaid para centros de Planned Parenthood quando realizam abortos. A decisão envolve 22 estados governados por democratas e o Distrito de Columbia.

O Tribunal atendeu ao pedido da administração para sustar uma liminar de um juiz de primeira instância que impedira a aplicação da lei nesses estados. A liminar havia sido impulsionada por questionamentos sobre a constitucionalidade da medida.

A norma, prevista no One Big Beautiful Bill Act, veta o financiamento do Medicaid para organizações que oferecem planejamento familiar e serviços de saúde reprodutiva se realizarem abortos e receberam mais de US$ 800 mil em fundos do Medicaid em 2023. A organização Planned Parenthood afirma que a lei já provoca impactos severos, com ao menos 20 unidades fechando desde a sanção da lei.

O juiz federal Indira Talwani, que já havia bloqueado parte da lei, foi acionada por um grupo de procuradores-gerais estaduais democratas para restringir a aplicação de forma diferente. Em dezembro, a 1ª Circuito havia derrubado outra decisão de Talwani em um caso anterior movido pela Planned Parenthood.

A decisão anunciada nesta terça-feira indica que a administração foi capaz de demonstrar probabilidade de sucesso no mérito quando o recurso for analisado em caráter definitivo. A medida continua sob avaliação judicial, com novas fases previstas para o litígio.

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