- O NHS está implementando um pâncreas artificial híbrido para diabete tipo 1, com o objetivo de reduzir desigualdades de acesso entre grupos étnicos e socioeconômicos.
- O sistema combina monitor de glicose contínuo, algoritmo de cálculo da dose de insulina e bomba de insulina para simplificar o manejo da glicose.
- Nos dois primeiros anos, a diferença de adesão entre os grupos mais e menos desfavorecidos e entre minorias étnicas e brancos caiu para apenas 3%.
- Em 2023, o NHS informou que mais de 150 mil adultos e crianças com diabetes tipo 1 teriam acesso ao dispositivo; nos primeiros dois anos, o foco foi nas crianças, com cerca de 32.000 já usando o equipamento, o que representa 72,3% dos elegíveis.
- Especialistas e organizações de defesa destacam avanços, mas ressaltam a necessidade de ampliar o acesso de forma igualitária em todas as regiões e comunidades do país.
O NHS está a implantar um pâncreas artificial híbrido para pessoas com diabetes tipo 1, sistema que integra monitorização contínua de glicose, algoritmo de dose de insulina e bomba de insulina. O objetivo é reduzir o peso da gestão diária da doença e melhorar o controlo da glicose, especialmente à hora das refeições e durante a noite.
Estes dispositivos já mostraram ser mais eficaz do que a tecnologia anterior em ensaios clínicos, reduzindo a carga mental associada ao tratamento. A novidade, segundo dados oficiais, é a melhoria de acesso entre pessoas de origens étnicas minoritárias e de famílias com menor rendimento, que historicamente enfrentaram barreiras de compra e uso.
Nos dois primeiros anos de implementação, a diferença de adesão entre os grupos mais e menos desfavorecidos reduziu-se a 3%. O mesmo ocorreu em relação aos cidadãos de diversas origens étnicas, mantendo distância menor em relação a indivíduos brancos. Assim, o programa avança com equidade no foco.
Em 2023, o NHS informou que mais de 150 mil adultos e crianças com diabetes tipo 1 seriam contemplados com o dispositivo. Até agora, a prioridade tem sido dada a crianças, com cerca de 32 mil já equipadas, representando 72,3% dos elegíveis.
Histórias de utilizadores apoiam a percepção de melhoria. Uma jovem de 27 anos de Londres, que recebeu o pâncreas artificial há três anos, relata menos idas ao hospital e menos episódios graves de desequilíbrio metabólico. A família descreve ainda vantagens religiosas e de privacidade para quem usa hijab.
Especialistas destacam que o avanço coloca o Reino Unido entre os líderes globais no uso de sistemas fechados híbridos para diabetes tipo 1. O foco atual é assegurar acesso equitativo em todas as nações do Reino Unido, mantendo a tecnologia ao alcance de quem precisa.
Líderes de organizações de saúde reforçam que, apesar dos progressos, ainda há pessoas que não conseguiram aceder ao dispositivo. O objetivo é ampliar a cobertura de forma constante, garantindo que cada pessoa elegível tenha oportunidade de escolher a tecnologia que melhor lhe convier, sem barreiras geográficas ou socioeconómicas.
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