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Prioridade nacional imediata: ministros acusados de complacência no abastecimento britânico

Crise alimentar no Reino Unido preocupa: setor de armazéns frigoríficos pede prioridade nacional imediata diante riscos de energia, ciberataques e clima extremo

Women queue for fish in London c 1946. Britain’s food system has not been significantly tested since the second world war when cold stores were in public ownership, says the CFF.
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  • O Cold Chain Federation acusa ministros de complacência com riscos à oferta de alimentos do Reino Unido, citando escassez de combustível, ataques cibernéticos e clima extremo.
  • A entidade pede que a cadeia de frio e os centros logísticos de transporte de alimentos sejam tratados como prioridade nacional imediata.
  • O setor depende de importações estrangeiras para mais de um terço dos alimentos, com grande parte chegando por quatro portos, tornando o abastecimento vulnerável a interrupções.
  • Eventos como conflitos internacionais, bloqueios alfandegários e falhas de energia ou de armazéns diante de eventos climáticos podem gerar faltas nas prateleiras; interrupções já ocorreram com itens frescos no passado.
  • A CCF recomenda tornar infraestrutura crítica a parte de armazéns frios e hubs de transporte de alimentos, além de status permanente de trabalhador essencial para funcionários do frio, sob responsabilidade do Gabinete de Governo.

Ministros são acusados de complacência com riscos à cadeia de suprimentos de alimentos no Reino Unido, diante de preocupações com escassez de combustível, ataques cibernéticos e eventos climáticos extremos. O alerta veio do setor de frio e logística, que classifica a questão como prioridade nacional imediata.

A Cold Chain Federation (CCF), órgão que representa empresas de fornecimento e transporte de alimentos e farmacêuticos sensíveis à temperatura, afirma que o país depende de fatores cada vez mais perigosos para manter o abastecimento alimentar. A percepção é de que o sistema britânico não enfrentou um teste relevante desde a Segunda Guerra Mundial.

Segundo Tom Southall, vice-presidente executivo da CCF, há sinais de complacência sobre como e onde o alimento é armazenado no Reino Unido. O grupo ressalta a vulnerabilidade diante de conflitos internacionais, atrasos na fronteira e falhas de infraestrutura, como falhas de energia em câmaras frias.

Contexto estratégico

O setor aponta que mais de um terço dos alimentos do país vêm de importação, com maior parte chegando por quatro portos. Furos no fluxo provocariam desabastecimento rápido, principalmente em itens como carnes, legumes, laticínios, pães e bebidas, além de remédios e vacinas.

A CCF detalha que o sistema envolve cerca de 460 unidades de armazenamento refrigerado e cerca de 100 mil caminhões que transportam produtos desde produtores até varejistas, hotéis, hospitais e escolas. O risco de interrupção aumenta com interrupções internacionais, problemas nas cadeias logísticas e eventos climáticos extremos, incluindo enchentes e calor intenso.

A organização acusa o governo de não adotar medidas para tornar o suprimento de alimentos mais resiliente. O porta-voz da CCF afirma que o setor é reconhecido como infraestrutura crítica por ameaças cibernéticas, mas que o governo não tem tratamento equivalente a esse nível de proteção.

Propostas e resposta oficial

Entre as propostas, a CCF defende classificar como infraestrutura crítica apenas os armazéns e centros de transporte frigorificado, desde que haja garantias de fornecimento de energia durante interrupções, com base em lições da pandemia e de eventos recentes. O documento também sugere que o Gabinete de Reforma de Governo tenha responsabilidade central sobre resiliência da cadeia de frio.

Um porta-voz do governo afirmou que o setor alimentar integra uma das 13 áreas de infraestrutura crítica do país, destacando a importância da cadeia de frio para a capacidade de adaptação a interrupções. O governo diz manter a produção doméstica de alimentos e investir em tecnologia para aumentar rendimentos, culturas resilientes ao clima e produtividade agroalimentar.

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