- O custo total do HS2 pode chegar a £102.7bn, e os primeiros trens entre Londres e Birmingham devem começar entre 2036 e 2039.
- O governo admite atraso de até 13 anos em relação ao plano original, com conclusão total prevista entre 2040 e 2043; estimativa em preços de 2026.
- A inflação deve responder por cerca de um terço do aumento do orçamento, que fica entre £87.7bn e £102.7bn.
- Para economizar, a velocidade máxima será reduzida para cerca de 225 mph, gerando uma economia de aproximadamente £2.5bn; a operação com automação também é reavaliada.
- Autoridades afirmam que cancelar o projeto seria quase tão caro quanto terminá-lo, e o governo garante a entrega do HS2 até a conclusão.
O HS2 pode chegar a 102,7 bilhões de libras e as primeiras viagens entre Londres e Birmingham devem começar entre 2036 e 2039, informou o governo. O custo estimado leva em conta inflação de preços de 2026.
A secretária de Transportes, Heidi Alexander, disse que o valor total fica entre 87,7 bilhões e 102,7 bilhões de libras, com um aumento de aproximadamente um terço devido à inflação. Ela apontou que o trecho completo pode se estender até 2043.
A previsão foi apresentada como a primeira estimativa oficial em preços de 2026. Alexander reforçou que as projeções têm bases sólidas e faixas de estimativa, e citou o atraso em relação ao planejamento original.
Dinâmica do custo e das obras
Segundo a ministra, o custo maior decorre de ajustes no escopo e de pressões inflacionárias, que elevam o orçamento ao longo do tempo. A primeira fase, entre Old Oak Common e Birmingham, pode iniciar entre 2036 e 2039.
Ainda conforme o governo, a linha completa, conectando Londres Euston ao trecho da West Coast Main Line em Staffordshire, deve ficar pronta entre 2040 e 2043. O objetivo é manter o projeto em execução, segundo a autoridade.
Mudanças operacionais e perspectivas
Para reduzir gastos, as autoridades estudam operar trens a velocidades menores, com redução de custos de cerca de 2,5 bilhões de libras, o que implica reduzir a velocidade máxima de operação. Também há reconsideração sobre o uso de automação de operação de trens.
Alexander informou que Mark Wild, CEO da HS2 Ltd, e o presidente Mark Brown terão de superar desafios com contratos e supervisão mais rigorosa. A ideia é entregar a conclusão do HS2, mesmo diante das novas projeções.
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