- O governo britânico anunciou um plano de investimento de £27 bilhões em cinco anos para rodovias principais na Inglaterra, com foco em manutenção.
- Serão investidos £8,4 bilhões em manutenção, incluindo recapeamento de cerca de um quarto da rede rodoviária estratégica.
- O pacote mantém 16 projetos, entre eles o Lower Thames Crossing, com £1,65 bilhão de funding público inicial.
- Também está previsto o andamento da duplicação da A66 entre Cumbria e North Yorkshire.
- Críticos da Transport Action Network afirmam que as previsões de tráfego desatualizadas podem tornar alguns projetos caros e consideram a meta de segurança viária pouco ambiciosa.
Ministros anunciaram um investimento recorde em manutenção de estradas na Inglaterra. O plano de 27 bilhões de libras em cinco anos foca em rodovias principais e reduz a deterioração, com 8,4 bilhões destinados à manutenção, incluindo recapeamento de cerca de um quarto da rede rodoviária estratégica.
O governo sustenta que a medida “consertará as bases” da infraestrutura viária. O montante de 8,4 bilhões integra o terceiro plano de investimento em estradas do país (RIS3) e se soma aos 7,3 bilhões já previstos para autoridades locais para reparar buracos e manter vias locais.
Críticos argumentam que o RIS3 ainda prevê construção de novas vias desnecessárias, com financiamento aprovado para 16 projetos. Entre eles está o Lower Thames Crossing, com 1,65 bilhão de libras na primeira etapa, ainda sem patrocinadores anunciados.
Detalhes do investimento e projetos
A ministra dos Transportes, Heidi Alexander, afirmou que o país precisa renovar infraestrutura para oferecer viagens mais rápidas e seguras, citando benefícios amplos desde Norwich até Manchester. O governo diz que os 8,4 bilhões visam entregar valor e capacidade de entrega para comunidades antes negligenciadas.
O Ministério dos Transportes ressaltou que a alocação prioriza projetos com melhor relação custo-benefício e viabilidade, buscando estimular o crescimento regional. No entanto, organizações de defesa de políticas públicas sustentam que alguns trechos podem não reduzir congestionamentos conforme esperado.
Chris Todd, da Transport Action Network, questionou o uso de previsões de tráfego desatualizadas para justificar determinadas obras. Ele aponta que alguns nus corpos de ligação podem aumentar o congestionamento em áreas urbanas, em vez de melhorar a circulação.
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