- O ferry China Zorrilla, 100% elétrico da Buquebus, terá capacidade para 2.100 passageiros e ligará Buenos Aires a Colônia del Sacramento, com início de operação previsto para os primeiros dias de maio de 2026.
- O navio, orçado em US$ 200 milhões, será transportado até a América do Sul por um navio heavy lift, com frete estimado em US$ 6 milhões e viagem de 30 a 32 dias após a saída do estaleiro entre 15 e 25 de março.
- Os testes do ferry foram concluídos recentemente, após dois meses e meio de ensaio, com foco na performance de motores não padrão e no sistema de armazenamento de energia adaptado para o frio.
- O projeto utiliza baterias com células combinadas para reduzir a perda de energia em frio para cerca de 2% (em comparação com até 30% em baterias convencionais de lítio). O barco foi desenhado para águas rasas, com calado de 2,75 metros.
- A infraestrutura para operação está praticamente pronta: Colônia já recebeu treinamento de comandantes, e, se tudo ocorrer conforme o cronograma, o China Zorrilla deverá operar no eixo Buenos Aires–Colônia poucas semanas após chegar, no início de maio de 2026.
O ferry 100% elétrico China Zorrilla, da Buquebus, ligará Buenos Aires, Argentina, a Colonia del Sacramento, no Uruguai, com capacidade para 2.100 passageiros. O início de operação está previsto para maio de 2026, após chegar ao Brasil e ao Río da Prata.
Segundo a Buquebus, o barco deve deixar o estaleiro entre 15 e 25 de março, em uma viagem estimada de 30 a 32 dias até o sul. A chegada está prevista para o fim de abril, tornando-o o maior navio elétrico já utilizado na região.
Para transportar o ferry, foi contratado um navio heavy lift, especializado em estruturas de grande porte. O frete fica em torno de US$ 6 milhões, refletindo a complexidade da operação.
O China Zorrilla passou por ensaios intensivos de dois meses e meio, concluídos há duas semanas. A liberação depende de condições técnicas consideradas 100% perfeitas, segundo o gerente da Buquebus Colonia.
Os motores e o sistema de armazenamento de energia são exclusivos, com baterias desenhadas para reduzir perdas em frio. O projeto visa manter desempenho em águas da Prata, com queda de densidade energética de cerca de 2%.
O casco foi projetado para águas rasas, com calado de 2,75 metros, levemente menor que o de alguns navios da frota atual. A expectativa é operar com 2.100 passageiros, 226 veículos e 3.000 m² de áreas de lazer.
A infraestrutura de apoio já está pronta. O acordo com a UTE prevê consumo elevado de eletricidade, com dois grandes acumuladores de 50 MW em Buenos Aires e Colonia. A instalação envolve um cabo de 9 quilômetros até o porto de Colonia.
Após a liberação, levará cerca de seis dias para colocar o barco em operação plena, com carga de mercadorias, restaurantes e cafeterias em pleno funcionamento, conforme o planejamento.
Em Colonia, o treinamento de capitães já começou. Contatos com autoridades locais visam confirmar o cronograma sem maiores atrasos. Se manter o ritmo, a rota Buenos Aires–Colonia deverá iniciar no começo de maio de 2026.
A operação envolve logística especializada de navios heavy lift, usados para transportar estruturas de grande porte. O processo requer profundidades adequadas no canal do Río da Prata, com opções na região de Nueva Palmira.
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