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Jovens, em número recorde, temem desemprego de longo prazo

Nova pesquisa aponta queda de confiança entre 16 e 21 anos quanto a futuro estável, com medo de desemprego de longo prazo em patamar recorde

‘Confidence is falling across England, across social groups, and across genders,’ the report says.
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  • IPPR indica que jovens de 16 a 21 anos na Inglaterra estão mais céticos sobre o futuro, com menos confiança em ter sucesso e em ver recompensado o esforço, conforme dados do Understanding Society e da Office for National Statistics.
  • Apenas um em cada quatro jovens de 16 a 29 anos concorda que todos têm chance justa de chegar longe pelo talento e pelo esforço, menor que 35% entre 50 a 69 anos e mais de 40% entre maiores de 70.
  • O número de jovens de 16 a 24 anos fora da educação, do emprego ou da formação (Neets) ultrapassou 1 milhão pela primeira vez em uma década, e há alerta de risco de “geração perdida” caso não haja ações, com projeção de 1,25 milhão de Neets até 2030.
  • A IPPR aponta causas potenciais: austeridade, ambiente de informação online personalizado e deterioração da saúde mental entre os jovens, além de desemprego e custos habitacionais elevados; entre 16 a 24 anos, 24% dos afetados com má saúde mental acreditam ter boa chance de sucesso, contra 48% entre os não afetados.
  • O governo anunciou pacote de apoio à empregabilidade de jovens de 2,5 bilhões de libras para quase 1 milhão de jovens e a ampliação de centros de juventude para oferecer habilidades, emprego e apoio habitacional.

O IPPR apresenta um estudo que indica queda na confiança de jovens na Inglaterra sobre o próprio futuro. A pesquisa usa dados do Understanding Society e do Office for National Statistics para mostrar pessimismo crescente entre 16 e 21 anos. A atual percepção é de que o esforço não garantirá recompensas.

Segundo o relatório, jovens são menos confiantes em alcançar sucesso do que há uma década. Além disso, demonstram menos fé de que o trabalho duro será recompensado, em comparação com faixas etárias mais velhas.

A cada faixa etária, o recorte de esperança é diferente. Apenas 25% dos de 16 a 29 anos concordam que todos têm chance justa de ir adiante pela competência e pelo esforço. Entre 50 a 69, são 35%, e acima de 70, mais de 40%.

Panorama de educação e emprego

A preocupação com NEETs (16 a 24 anos sem educação, emprego ou formação) é uma das imagens fortes do período, com números acima de 1 milhão pela primeira vez em uma década. Atinge-se esse marco em meio a restrições econômicas.

O ex-ministro trabalhista Alan Milburn está avaliando caminhos para reverter esse aumento, em uma revisão encomendada pelo governo. O relatório com achados deve sair ainda neste ano.

Impactos econômicos e sociais

Em relatório preliminar, Milburn alerta para o risco de uma “geração perdida” e aponta perspectiva de alta de até 25% de NEETs até 2030, caso não haja ações. Medidas de assistência social podem fazer parte da solução.

O IPPR sustenta que a queda de confiança nas oportunidades futuras pode reduzir investimentos em estudo, trabalho e poupança entre jovens. A instituição cita efeitos potencialmente nefastos na economia.

Dados e variáveis

O estudo aponta que, entre 2015-2017 e 2023-2025, a parcela de 16-21 anos que prevê apenas 20% ou menos de chance de sucesso subiu de 2% para 6%. Também cresceu o receio de desemprego de longo prazo, de 2% para 7%.

A pesquisa aponta múltiplas causas: austeridade, ambiente de informação personalizado pela internet e deterioração da saúde mental entre jovens. O relatório sugere que condições reais influenciam avaliações.

Contexto político e institucional

O IPPR sugere que fatores estruturais moldam as percepções, incluindo custos de moradia elevados e desemprego juvenil. A iniciativa State of a Generation é apoiada por Youth Futures Foundation, Big Change e McDonald’s.

O governo destaca ações para ampliar oportunidades, como um pacote de 2,5 bilhões de libras para apoio à juventude no trabalho, com foco em oportunidades de ganha ou aprende. Hubs juvenis devem se expandir.

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