- Robin Millar, produtor pop cego e presidente da instituição Scope, abriu processo trabalhista contra os donos da Blue Raincoat Music, que ele cofundou, por suposta falha em fornecer apoio no trabalho após cirurgia de câncer.
- Ele havia pedido apoio de um profissional de apoio para auxiliá-lo na função, pedido rejeitado durante a recuperação, conforme publicou no LinkedIn.
- A ação envolve acusações de discriminação por deficiência, vitimização e exclusão, com audiências preliminares marcadas para a próxima semana.
- A Blue Raincoat Music foi fundada em 2014 e posteriormente incorporada pela Reservoir Media, com Millar mantendo participação na gestão diária.
- A Reservoir afirmou que atua com integridade e em conformidade com a legislação trabalhista e a Lei da Igualdade, e que não comentará durante o andamento do processo.
Robin Millar, conhecido produtor pop e líder de uma das maiores instituições britânicas de defesa dos direitos das pessoas com deficiência, entrou com processo trabalhista contra os donos da empresa que cofundou. A ação reivindica discriminação por deficiência, vitimização e exclusão no ambiente de trabalho, após ele enfrentar dificuldades de mobilidade após cirurgia contra o câncer.
Millar, cego, relata ter pedido apoio de um trabalhador de suporte para auxiliá-lo no desempenho de suas funções, decisão que teria sido negada em meio ao tratamento médico recente. Ele afirma que o caso envolve a atual gestão da gravadora Blue Raincoat Music, que se fundiu com a Reservoir Media, mantendo Millar na operação cotidiana.
De acordo com a campanha de direitos das pessoas com deficiência, a notícia de uma ação em tribunal foi anunciada após tentativas informais e formais de obter suporte no local de trabalho, feitas ao longo de recuperação médica. O músico e empresário explicou, em publicação no LinkedIn, que decidiu buscar a via jurídica depois de não obter resposta satisfatória.
A Reservoir, empresa adquirente, divulgou que está ciente das alegações e reforçou que atua com integridade e conforme a legislação trabalhista e a Lei da Igualdade. A companhia ressaltou que acredita que os fatos favorecerão uma resolução positiva, sem comentar detalhes devido à natureza do processo.
Millar também é presidente da organização Scope desde 2020, atuando como defensor da inclusão no ambiente corporativo. O caso ocorre em meio a críticas de parlamentares sobre o que chamam de ambiente hostil ao profissional com deficiência quando ajustes razoáveis no local de trabalho não são adotados.
A presidente da comissão parlamentar de Trabalho e Pensões do Reino Unido comentou que a acessibilidade ainda não é prioridade para muitas empresas, contribuindo para a queda da participação de pessoas com deficiência no mercado de trabalho. O relatório da comissão aponta que 1 em cada 10 trabalhadores com deficiência deixa o emprego anualmente, contra 1 em 20 entre os não deficientes.
O gabinete do governo não respondeu de imediato a pedidos de comentário sobre o tema. A discussão pública sobre inclusão no emprego ganha reforço à medida que casos legais ganham notoriedade e serviços de apoio a trabalhadores com deficiência são debatidos no Parlamento.
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