- Lula disse que o fim da escala 6×1 não será imposto na marra e será feito respeitando a realidade de cada categoria e profissão.
- A declaração ocorreu na abertura de um evento internacional da Indústria da Construção, em São Paulo.
- Representantes do setor produtivo dizem que reduzir a jornada eleva custos, compromete a competitividade e pode reduzir vagas.
- Economistas ressaltam que o debate deve ir além: ganhos de produtividade virão com qualificação, inovação e investimentos em infraestrutura e logística.
- A Quaest aponta 68% de apoio ao fim da escala 6×1 e 22% de oposição.
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva afirmou a empresários em São Paulo, nesta terça-feira, 19 de maio de 2026, que o fim da escala 6×1 não será imposto de forma coercitiva. A declaração ocorreu durante a abertura de um evento internacional da Indústria da Construção.
Lula destacou que a implementação da jornada deverá respeitar a realidade de cada categoria e profissão, assegurando que ninguém será forçado a mudanças de forma abrupta. Ele mencionou ainda que a sociedade demanda mais tempo de lazer e convivência familiar, influenciando as decisões sobre a duração da jornada.
A fala ocorreu na perspectiva de diálogo entre governo, trabalhadores e empresas para encaminhar a transição, caso ocorra, de forma gradual e com preservação de empregos.
Governança e impactos para o setor produtivo
Representantes de confederações e entidades empresariais presentes no evento alertaram que reduzir a jornada pode aumentar custos para as empresas, afetando a competitividade e a geração de empregos. A percepção é de que medidas nesse sentido exigem planejamento cuidadoso e transições.
No debate, economistas ressaltaram a necessidade de acompanhar o tema com políticas de ganho de produtividade. O foco deveria estar em qualificação, inovação e investimentos em infraestrutura e logística, para sustentar ganhos sem onerar excessivamente a folha de pagamento.
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