- O governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas, associou o fim da escala 6×1 à queda da renda do trabalhador e afirmou que é preciso cuidar também do empregador ao propor redução da jornada.
- Nova pesquisa Genial/Quaest aponta que 68% dos entrevistados aprovam o fim da escala 6×1 desde que a remuneração seja mantida; 70% dizem que a redução de jornada não seria desejável se comprometer a renda.
- Tarcísio disse que não adianta cuidar do trabalhador sem cuidar do empregador e que é necessário manter o poder de compra na redução da jornada.
- Ele fez as declarações durante o Apas Show 2026, destacando que reduzir a jornada sem preservar a renda pode afetar o tempo de qualidade com a família.
- O projeto que prevê o fim da escala 6×1 tramita em regime de urgência no Congresso, com votação prevista na Câmara por volta do dia 27 de maio; setores empresariais e oposição defendem compensações, como desoneração da folha, o que pode atrasar a tramitação.
No mesmo dia em que saiu uma pesquisa de opinião, o governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas, associou o fim da escala 6×1 à queda da renda do trabalhador. Ele ainda pediu atenção aos empregadores ao discutir redução de jornada.
Segundo a Genial/Quaest, a maioria dos brasileiros é favorável ao fim da escala e à redução da jornada, desde que a remuneração seja mantida. 68% aprovam o fim da escala sob o mesmo salário; 70% não aprovam se a renda for comprometida.
Tarcísio afirmou, em evento da Apas Show 2026, que não basta beneficiar o trabalhador sem cuidar do empregador. Ele defende manter o poder de compra do trabalhador ao reduzir a jornada, para evitar prejuízos na qualidade de vida.
O governador disse ainda que, se a renda cair, o trabalhador pode buscar renda adicional com bicos após a mudança na jornada.
Tramitação
O projeto que prevê o fim da escala 6×1, com 40 horas semanais, dois dias de descanso remunerados e salários mantidos, tramita no Congresso em regime de urgência. A votação na Câmara está prevista para perto de 27 de maio.
Entidades empresariais e oposição defendem compensações, como desoneração da folha, o que pode atrasar a pauta, alterar o texto ou reduzir o alcance da medida.
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