- Empresários criticam o debate sobre a redução da jornada 6×1 em ano eleitoral e cobram período de transição para a implementação.
- Confederações alegam que é preciso avaliar o impacto econômico aos poucos; trabalhadores poderão se manifestar na terça-feira (19).
- Governo é contrário à transição e defende a implantação imediata das regras da PEC quando aprovada; relator apresentará parecer no dia 20.
- Representantes defenderam fortalecer as negociações coletivas para adaptar a medida a setores específicos e manter sustentabilidade.
- Líderes destacam importância de planejamento para não prejudicar escolas e o funcionamento de setores estratégicos, especialmente em ano eleitoral.
Representantes de empregadores criticaram a proposta de reduzir a jornada de trabalho e pediram uma transição gradual. O debate ocorreu em comissão especial da Câmara dos Deputados na segunda-feira (18), com a participação de confederações de diversos setores da economia. A proposta de emenda constitucional visa reduzir a carga horária e eliminar a escala 6×1.
Os empresários defendem cautela para evitar queda de produtividade e aumento do custo de vida. Eles ressaltam a necessidade de adaptar o mercado e de planejar impactos econômicos antes de qualquer mudança. Trabalhadores devem participar do debate nesta terça-feira (19).
O governo sustenta a adoção imediata das regras, caso a PEC seja aprovada. Juristas e especialistas ouvidos no debate destacam a importância de amadurecer o tema para evitar decisões precipitadas em ano eleitoral. O relator deve apresentar parecer no dia 20, com votação prevista para 26 de maio.
Transição
Representantes do setor empresarial defendem um período de transição para a implantação da redução da jornada. Argumentam que não é possível absorver o impacto econômico de imediato e que uma gradação evitaria prejuízos às empresas.
Genildo Lins de Albuquerque Neto, CNSaúde, destacou a necessidade de planejamento na implantação. Elizabeth Regina Nunes Guedes, Confenen, destacou risco de prejuízos a escolas caso a medida seja votada sem preparo.
Negociações coletivas
As confederações defendem ampliar negociações coletivas entre patrões e trabalhadores para adaptar a medida a setores específicos. Dessa forma, apontam, é possível preservar empregos e respeitar particularidades regionais.
Karina Zuanazzi Negreli, FecomercioSP, afirmou que a negociação é o caminho para sustentar a sustentabilidade das mudanças. Maria Rita Catonio Barbosa, Furjan, reforçou a importância de respeitar as diversas regiões e setores.
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