- Mais de quarenta por cento dos CEOs planejam cortar cargos juniores nos próximos um a dois anos e ampliar a participação de cargos de nível médio e sênior.
- Dezenas por cento, ou seja, dezessete por cento, planejam tornar cargos juniores uma parte maior do mix; é o oposto do que ocorria há um ano.
- A justificativa é que tarefas de IA vão desde escrever código até avaliar leads, mas decisões baseadas em experiência ainda são vistas como valiosas.
- Estudos citados indicam que empresas que adotam IA generativa reduziram posições de nível júnior, mantendo empregos sênior estáveis, com risco de escassez de talentos experientes no futuro.
- A IBM afirmou que planeja triplicar contratações de nível inicial nos EUA neste ano e reformulará descrições de cargos para a era da IA.
A pesquisa global da Oliver Wyman mostra que mais de 40% dos CEOs pretendem cortar cargos juniores nos próximos 1 a 2 anos. A proposta é redirecionar a força de trabalho para posições de nível médio e sênior, invertendo o cenário de 12 meses atrás. O estudo utiliza dados de líderes globais e aponta mudanças na composição das equipes.
A automação por IA está associada a tarefas rotineiras, como escrita de código a nível júnior e avaliação de leads de vendas. Profissionais com mais experiência tendem a manter o papel de tomada de decisão, que exige julgamento e conhecimento do negócio.
Especialistas argumentam que a experiência contribui com pensamento crítico e resolução de problemas. Empresas destacam a importância de investidores com histórico para guiar equipes com autonomia de IA.
Implicações para o mercado de trabalho
A pesquisa da Oliver Wyman encontra correlação com estudo da Universidade Harvard, que aponta redução de posições juniores em setores com maior presença de IA generativa. Em contrapartida, o emprego sênior permanece estável.
A IBM informou em fevereiro planos de triplicar contratações de nível inicial nos Estados Unidos neste ano, além de reescrever descrições de cargos para a era da IA, como forma de adaptar a força de trabalho.
Estudos da Universidade Stanford, em novembro, indicaram que trabalhadores jovens tinham 16% maior probabilidade de perder empregos em áreas expostas à IA, reforçando a necessidade de políticas de transição.
Riscos e cenários futuros
Mesmo com a tendência de maior peso para profissionais de nível médio e sênior, há riscos de escassez de talentos experientes no futuro, conforme a automação avança. As empresas precisam equilibrar produtividade com capital humano experiente.
A análise ressalta que manter talentos com histórico de atuação resulta em maior conhecimento da empresa, facilitando a gestão de equipes que operam com IA.
O debate continua sobre como as organizações vão preservar conhecimento e reduzir impactos negativos na força de trabalho, ao mesmo tempo em que ampliam a adoção de tecnologias de IA.
Entre na conversa da comunidade