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Homens ganham salários quase duas vezes mais que mulheres, aponta estudo australiano

Relatório mostra leve avanço de mulheres em funções bem remuneradas, mas homens ainda quase duplamente propensos a ganhar mais de 220 mil anuais

The Workplace Gender Equality Agency’s gender pay gap report shows men are 1.8 times more likely than women top be among the top quartile of earners.
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  • Relatório da Workplace Gender Equality Agency (WGEA) sobre 10.500 empregadores mostra pouca evolução na diferença salarial entre homens e mulheres nos últimos 12 meses.
  • Homens são 1,8 vezes mais prováveis de estar na faixa de remuneração mais alta, com média de $221,000, enquanto mulheres são 1,4 vezes mais prováveis na faixa mais baixa, com média de $60,000.
  • Mais da metade dos empregadores têm diferença salarial de gênero acima de 11,2%, favorecendo homens.
  • Entre 2024-25, 22,5% dos empregadores registraram gap no intervalo-alvo, subindo de 21,4% no ano anterior.
  • Discrepâncias em bônus de desempenho e horas extras continuam como principais fatores da lacuna salarial; governo ressalta necessidade de metas e ações para avançar a igualdade.

O resultado do potencial ajuste salarial de gênero no mercado de trabalho australiano aponta para avanços mínimos no último ano. A Workplace Gender Equality Agency (WGEA) divulgou dados de 10.500 empregadores, mostrando que homens continuam 1,8 vez mais presentes no segmento de salários mais altos, com média de 221 mil dólares anuais. Enquanto isso, as mulheres são 1,4 vezes mais comuns no quartil mais baixo, com média de cerca de 60 mil dólares.

A agência destaca que houve apenas uma passagem suave de mulheres para cargos bem remunerados, mas o desequilíbrio persiste. A percepção de que a igualdade de gênero foi alcançada é contestada pelos números, que reforçam a necessidade de ações guiadas por metas e responsabilidade.

Mais da metade das organizações apresenta uma diferença salarial de gênero superior a 11,2%, favorecendo homens. No período 2024-25, 22,5% dos empregadores registraram gaps no alvo, acima de 21,4% no ano anterior. Dados de novembro mostram que as conquistas são parciais, com a diferença de rendimentos ainda significativa.

O relatório aponta que diferenças em pagamentos discricionários — como bônus por desempenho e horas extras — continuam a ser um motor central do pay gap entre gêneros. A WGEA recomenda que as empresas tratem a igualdade de gênero como meta de negócio, com análises detalhadas, planos de ação e metas com prestação de contas.

O ministro das Mulheres, Katy Gallagher, destacou que a divulgação também inclui empregadores da esfera pública federal pela primeira vez, ajudando a ampliar a transparência. Segundo a autoridade, a divulgação evidencia onde ocorrem avanços e onde é preciso mais empenho.

A análise sinaliza que a flexibilidade no trabalho é crucial para ampliar a participação de mulheres em cargos de liderança e manter vínculos com o mercado ao longo da carreira. Quando a flexibilidade é efetiva, há maior continuidade da força de trabalho feminina e ascensão a funções de maior responsabilidade.

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