- O economista-chefe do Banco da Inglaterra, Huw Pill, aponta que o aumento combinado de imposto sobre as empresas (contribuições NIC) e do salário mínimo afetou mais os jovens.
- Desemprego entre 16 e 24 anos subiu para 16,1% no quarto trimestre de 2025, contra a média da UE; o desemprego no Reino Unido ficou em 5,2% (alto de cinco anos).
- Desde abril do ano passado, as NICs subiram de 13,8% para 15%, e o patamar de cobrança caiu de £ 9,1 mil para £ 5 mil; o salário mínimo para maiores de 21 anos subiu 6,7% e para 18–20 anos, 16,3% em 2025, com novo reajuste previsto.
- Autoridades avaliam reduzir o ritmo do aumento do salário mínimo para jovens, enquanto o Labour prometeu igualar as faixas salariais da idade até a próxima eleição.
- Aproximadamente um milhão de jovens estão inativos economicamente; especialistas citam efeitos duradouros da Covid e mudanças estruturais no mercado de trabalho, com revisão em curso sobre causas da desemprego juvenil.
OBanco da Inglaterra alertou que o efeito combinado de elevações de impostos sobre empregadores e do salário mínimo tem atingido especialmente os jovens. O economista-chefe Huw Pill, em audiência no comitê de Tesouro, destacou o impacto sobre a procura de emprego entre quem tem menos de 25 anos.
Dados oficiais divulgados na semana passada apontam que o desemprego entre 16 e 24 anos ficou acima da média da UE no último trimestre de 2025, chegando a 16,1%. O indicador para o conjunto do Reino Unido subiu a 5,2%, atingindo o maior nível em cinco anos.
Huw Pill afirmou que as mudanças no salário mínimo e nas contribuições de seguro nacional (NICs) têm tido efeito particularmente intenso sobre jovens. O governador do BoE, Andrew Bailey, reforçou que a taxa de desemprego juvenil está em torno de 16%.
Mudanças de política e cenário econômico
Em 2024, a chanceler Rachel Reeves elevou a NIC dos empregadores de 13,8% para 15% a partir de abril, e reduziu o salário de referência para cobrança de NICs de 9.100 para 5.000 libras anuais, para trabalhadores com mais de 21 anos. Paralelamente, o salário mínimo para maiores de 21 anos aumentou 6,7% em 2025, e o de 18 a 20 anos subiu 16,3%.
Há sinal de que o governo avalia uma cadência mais gradual para o aumento do salário mínimo direcionado aos jovens, frente ao temor de novas altas do desemprego entre eles. O tema já era alvo de promessas do partido Trabalhista para igualar as faixas salariais ao longo do tempo.
A taxa de desemprego juvenil não cobre jovens economicamente inativos, que somam quase um milhão, faixa com alta variação desde a pandemia. O relevo da estrutura do mercado de trabalho também é citado como fator de dificuldade para a entrada de jovens no mercado.
Perspectivas e iniciativas em estudo
A divulgação de dados sobre desemprego desencadeou discussões sobre políticas de apoio à entrada no mercado de trabalho. Um comitê governamental está com uma revisão em curso sobre as causas do desemprego juvenil e da inatividade, com expectativa de relatório ainda neste verão.
Especialistas citam impactos de longo prazo da pandemia na educação e na saúde, que podem ampliar dificuldades de entrada no mercado. A avaliação de políticas públicas continua sendo pautada pela necessidade de equilíbrio entre incentivos às empresas e proteção a jovens trabalhadores.
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