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Mulheres deixam o mercado de trabalho dos EUA em ritmo recorde

Quase meio milhão de mulheres deixaram a força de trabalho nos EUA em 2025, pressionadas por custos de cuidado e falta de flexibilidade

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Por Revisado por: Luiz Cesar Pimentel
Insatisfação com a remuneração e falta de flexibilidade provocaram uma saída em massa de mulheres do mercado de trabalho americano
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  • Mais de 455 mil mulheres deixaram a força de trabalho nos Estados Unidos entre janeiro e agosto de 2025, segundo a Catalyst, sendo 58% por decisão própria e 42% por demissão.
  • As principais razões são responsabilidades de cuidado, custo do cuidado infantil e remuneração insuficiente, agravadas pela pouca flexibilidade no trabalho.
  • O custo médio do cuidado infantil aumentou mais de quarenta por cento na última década, com impactos maiores em mães de filhos pequenos; a participação de mulheres de 25 a 44 anos com filhos menores de cinco caiu 2,8% no primeiro semestre de 2025.
  • A Catalyst recomenda ações empresariais em duas frentes: flexibilidade de horários e políticas de apoio ao cuidado (creches no local, subsídios, dias pagos para emergências), além de auditorias salariais regulares.
  • O relatório aponta que a saída de mulheres não é falta de ambição, mas reflexo de barreiras estruturais no trabalho; empresas precisam redesenhar políticas para reter talentos.

Mais de 455 mil mulheres deixaram a força de trabalho nos EUA entre janeiro e agosto de 2025, aponta estudo da Catalyst. A saída não decorre de falta de ambição, mas de pressões ligadas aos cuidados familiares.

Entre os desligamentos, 42% foram por demissões e 58% por decisão de abandonar o emprego. Os dados destacam que as saídas são fortemente associadas a estruturas de trabalho que não apoiam as responsabilidades de cuidado.

O estudo indica que a principal razão é a falta de apoio no ambiente de trabalho para cuidados, aliada à baixa flexibilidade e salários que não acompanham o custo do cuidado infantil.

A pesquisa envolveu mais de mil trabalhadores adultos nos EUA, com comparação entre mulheres que deixaram o emprego em 2025 e aquelas que permaneceram em tempo integral.

Entre quem saiu, 42% citam responsabilidades de cuidado, incluindo o custo de creches, como fator-chave. Quase 20% mencionam insatisfação com a remuneração.

O custo do cuidado infantil tem passado de responsabilidade familiar para desafio econômico, já que creches ficaram mais caras nos últimos anos, superando índices de inflação em boa parte do país.

Fatores adicionais apontados pela Catalyst são a falta de flexibilidade no horário de trabalho e a insegurança no emprego, com 22% destacando preocupações nesse aspecto.

A missão de reter talento feminino ganhou destaque diante da redução da força de trabalho jovem nos EUA, segundo a Catalyst. Empresas são orientadas a adotar políticas que favoreçam a participação plena das mulheres.

Flexibilidade de horários

Especialistas recomendam priorizar modelos de trabalho com horários ajustáveis para atender às demandas de cuidado. A prática beneficia recrutamento, satisfação e produtividade.

Apoio ao cuidado

Políticas como creches no local, subsídios e dias pagos para emergências são sugeridas para reduzir o peso financeiro do cuidado e manter a presença feminina no mercado.

Auditorias salariais

Diante da insatisfação com salários, as empresas devem realizar auditorias regulares para promover equidade interna e alinhamento com o mercado, fortalecendo retenção e recrutamento.

O estudo ressalta que a permanência de mulheres no mercado depende de estruturas de trabalho que reconheçam as responsabilidades de cuidado, não de falta de ambição.

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