- A NOAA confirmou oficialmente o início do El Niño, com 63% de chance de atingir intensidade muito forte entre a primavera e o verão do Hemisfério Sul de 2026–27.
- O fenômeno já está em curso, com sinais de resposta atmosférica e acoplamento oceano-atmosfera, incluindo anomalias de vento e temperaturas da superfície do Pacífico acima do limiar.
- A região Niño 1+2, próxima à costa sul-americana, apresenta anomalias acima de +2°C, destacando o aquecimento no Pacífico central e leste.
- Caso se confirme como muito forte, o El Niño entraria para o grupo dos mais intensos desde 1950, ao lado de 1982–83, 1997–98 e 2015–16.
- No Brasil, espera-se influência maior a partir da primavera de 2026, com potencial de chuvas acima da média no Sul e maior frequência de eventos extremos, além de temperaturas elevadas em grande parte do país; a intensidade não garante automaticamente impactos iguais em todas as regiões.
Após meses de monitoramento, a NOAA confirmou oficialmente o início do El Niño. O fenômeno já está em curso e pode chegar à intensidade muito forte no verão do Hemisfério Sul, com 63% de probabilidade, para 2026-27.
Até maio, o Pacífico mostrava aquecimento, mas a atmosfera não respondia plenamente. Nas últimas semanas, houve fortalecimento de ventos anômalos, índices negativos de Oscilação Sul e deslocamento da atividade convectiva para o Pacífico central e leste, indicando acoplamento oceano-atmosfera.
Todos os principais pontos monitorados indicam temperaturas acima do limiar do El Niño, destacando-se a região Niño 1+2, próxima à costa da América do Sul, com anomalias acima de +2°C.
Projeção de intensidade e histórico
Os modelos climáticos apontam fortalecimento gradual ao longo de 2026, com pico entre a primavera e o verão do Hemisfério Sul. A NOAA projeta 63% de chance de o evento alcançar a categoria muito forte, com índice RONI≥+2,0°C entre nov/2026 e jan/2027.
Caso confirmado, o El Niño 2026-27 passará a figurar entre os episódios mais intensos desde 1950, ao lado de 1982-83, 1997-98 e 2015-16.
O que é El Niño e como ele se forma
O El Niño é a fase quente do ENSO. O aquecimento das águas superficiais no Pacífico Equatorial central e leste altera a circulação atmosférica tropical e os padrões de chuva e temperatura global. A confirmação ocorre apenas com acoplamento oceano-atmosfera estável.
Potenciais impactos no Brasil
Ainda não há detalhamento regional, mas o histórico indica variações sazonais: Sul com chuvas acima da média, especialmente na primavera e início do verão; Região Norte e parte do Nordeste com tendência de menor chuva e calor intenso; temperaturas acima da média em grande parte do país.
Os efeitos variam conforme outros fatores climáticos, como a temperatura do Atlântico e a atuação de fenômenos de menor escala. A influência tende a ganhar forma entre a primavera de 2026 e o verão de 2027.
Perspectivas e monitoramento
A NOAA aponta que a influência na América do Sul tende a se intensificar na primavera de 2026, com maior expressão entre outubro de 2026 e março de 2027. A Climatempo continuará monitorando a evolução e atualizando previsões regionais conforme novas informações forem divulgadas.
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