- A Administração Nacional Oceânica e Atmosférica dos Estados Unidos (NOAA) confirmou que o El Niño começou e pode evoluir para “Super El Niño” entre 2026 e 2027, com 63% de chances de ser muito forte.
- Se confirmado, o fenômeno aumenta a probabilidade de desastres naturais como enchentes, incêndios florestais, deslizamentos e tempestades extremas.
- O El Niño ocorre pelo aquecimento das águas do Pacífico Equatorial; início registrado quando a temperatura fica pelo menos 0,5 ºC acima da média por vários meses.
- O último El Niño contribuiu para enchentes no Rio Grande do Sul (RS) entre 2023 e 2024 e ajudou a elevar as temperaturas globais em 2024; os episódios mais fortes recentes ocorreram em 1982-1983, 1997-1998 e 2015-2016.
- No Brasil, a previsão aponta padrões regionais: Sul deve ter chuvas mais intensas; Norte, menos chuva e risco de secas; Nordeste, redução de precipitação no norte; Sudeste e Centro-Oeste com variação de temperatura e de chuvas, impactando água, energia e economia.
O El Niño foi oficialmente iniciado pela NOAA, agência climática dos EUA, nesta quinta-feira (11). O evento tende a crescer nos próximos meses e pode chegar à categoría de “Super El Niño”, com impactos globais. No Brasil, as autoridades monitoram possíveis alterações no clima e na disponibilidade de água.
Segundo a NOAA, há 63% de probabilidade do fenômeno ser classificado como muito forte entre 2026 e 2027. A intensidade acima de 2 ºC de aquecimento das águas do Pacífico faria parte dessa classificação. A confirmação ocorre após observações contínuas do oceano.
O El Niño ocorre quando as águas equatoriais do Pacífico aquecem acima da média por meses seguidos. Quanto maior o aquecimento, maior a chance de alterações nos padrões de chuva e de temperatura em várias regiões do planeta. A agência ressalva incertezas nas datas e na intensidade.
No Brasil, as autoridades destacam que o cenário pode trazer ondas de calor em grande parte do país, chuvas intensas no Sul e, ao Norte, redução de precipitação que eleva o risco de secas. O Centro-Oeste e o Sudeste tendem a registrar variações na temperatura e na umidade.
Historicamente, eventos fortes do El Niño costumam ampliar enchentes no Sul e aumentar a seca no Norte e no Nordeste. A forte variação climática também pode afetar setores como agropecuária, energia e abastecimento de água. As projeções atualizam-se conforme novas medições.
Contexto adicional aponta que o El Niño se intercala com La Niña e períodos neutros. Embora seja fenômeno natural, o aquecimento global pode intensificar seus impactos, tornando eventos extremos mais frequentes. Pesquisadores relembram a importância de monitoramento contínuo.
Quaisquer desdobramentos serão acompanhados por agências de meteorologia e governantes, com atualizações conforme dados atualizados de observação. O objetivo é orientar medidas de preparação e mitigação para regiões suscetíveis a enchentes, secas e variações de temperatura.
Entre na conversa da comunidade