- BioRota é o projeto logístico da Copersucar que usa biometano em caminhões que transportam açúcar, com escalonamento para as 42 usinas associadas nos próximos anos.
- Emissões são reduzidas em até 90% em comparação ao diesel utilizado anteriormente.
- Entre abril de 2024 e março de 2026, foram mais de 13 mil viagens, 11 milhões de km rodados e cerca de 600 mil toneladas de açúcar transportadas ao porto de Santos, com redução de mais de 8 mil toneladas de CO₂.
- As plantas de biometano operam em Narandiba (capacidade até 25 mil m³/dia) e Paraguaçu Paulista (até 60 mil m³/dia).
- A Copersucar aponta que a produção nacional de biometano pode subir para 2,3 milhões de m³/dia até 2027, ajudando a reduzir a dependência de diesel importado (mais de 20% do consumo brasileiro).
A Copersucar anunciou o BioRota, projeto logístico que usa biometano em caminhões que transportam açúcar. A iniciativa foi apresentada nesta quarta-feira e deve ser escalável para todas as 42 usinas associadas nos próximos anos. O objetivo é reduzir emissões e tornar a operação mais competitiva frente aos preços do petróleo.
O sistema já opera no transporte de açúcar de usinas no interior de São Paulo para os terminais de exportação no porto de Santos. Segundo a empresa, as emissões de gases de efeito estufa caem até 90% em relação ao diesel utilizado anteriormente.
O biometano é produzido a partir da purificação do biogás gerado por resíduos da cana, como a vinhaça. A Copersucar pretende que todas as usinas associadas comecem a fabricar o combustível em até dez anos.
BioRota hoje
Na safra 2024/25, a Copersucar comercializou 15,6 milhões de toneladas de açúcar e 19,1 bilhões de litros de etanol. A empresa aponta que o biometano é economicamente competitivo frente ao combustível fóssil.
A liderança da Copersucar afirma que a solução é escalável e viável, acelerando a descarbonização do transporte pesado e fortalecendo a posição do Brasil na transição energética global.
O BioRota já conta com mais de 70 caminhões movidos a biometano. Entre abril de 2024 e março de 2026, ocorreram mais de 13 mil viagens, com 11 milhões de km percorridos e cerca de 600 mil toneladas de açúcar transportadas para o porto de Santos.
Durante o período, a iniciativa evitou a emissão de mais de 8 mil toneladas de CO2 ao substituir cerca de 5 milhões de litros de diesel pelo biometano. O impacto é equivalente ao carbono capturado por cerca de 380 mil árvores em um ano.
A origem do projeto está na parceria com a transportadora Reiter, pioneira em frotas movidas a gás, que hoje envolve mais quatro transportadoras. O abastecimento de biometano ocorre nas unidades de produção da usina Cocal.
A planta de Narandiba (SP) tem capacidade de produção de até 25 mil m3/dia, enquanto Paraguaçu Paulista (SP) pode chegar a 60 mil m3/dia durante a safra.
Segundo a Copersucar, todas as usinas associadas devem produzir e utilizar biometano em suas operações nos próximos anos.
Um estudo da Copersucar estima que a produção nacional de biometano pode triplicar até 2027, passando de 656 mil m3/dia para 2,3 milhões de m3/dia. A expansão contribui para reduzir a dependência de diesel importado.
Entre na conversa da comunidade