- Dados do Fórum Brasileiro de Segurança Pública mostram 1.568 vítimas de feminicídio em 2025, recorde histórico e aumento de mais de 4% em relação a 2024, com mais de quatro mulheres assassinadas por dia.
- Ao recorte racial, 62,6% das vítimas são mulheres negras, revelando a interseção entre machismo e racismo no feminicídio.
- O mês marca 11 anos desde a Lei do Feminicídio, mas há escalada da violência e da espetacularização de agressões contra mulheres.
- A líder política Érika Hilton sofreu ataques após ser nomeada presidente da Comissão de Direito das Mulheres, evidenciando violência de gênero, raça e transfobia.
- No cenário internacional, a 70ª Conferência da ONU sobre a Situação da Mulher discutiu acesso à justiça, destacando a necessidade de proteção e combate ao discurso de ódio contra mulheres.
No Brasil, março de 2026 marca um momento crítico na luta contra a violência de gênero. Em pleno 11º aniversário da lei que criminaliza o feminicídio, observa-se uma escalada de casos e a exposição midiática da violência contra mulheres e meninas.
Dados do Fórum Brasileiro de Segurança Pública, divulgados em 2025, indicam recorde histórico: 1.568 vítimas de feminicídio, alta de mais de 4% em relação a 2024. A estatística reforça a percepção de que se trata de uma epidemia, segundo especialistas.
A autoria dessas violências segue um padrão marcado pela interseção de machismo e racismo: 62,6% das vítimas são negras. O dado evidencia que mulheres negras são as maiores atingidas pela violência de gênero no país.
Ainda neste mês, a atuação política também ganhou contornos de violência. A deputada Érika Hilton sofreu ataques após ser confirmada presidente da Comissão de Direito das Mulheres, envolvendo violência de gênero, raça e transfobia.
Paralelamente, o cenário internacional destaca o tema da justiça. A 70ª Conferência da ONU sobre a Situação da Mulher (CSW) ocorreu em março, com foco no acesso à justiça para mulheres em todo o mundo, diante de movimentos de ódio persistentes.
A discussão global sobre justiça busca assegurar direitos e prevenir novas violações. Em especial, mulheres negras e defensoras dos direitos humanos apontam para a necessidade de garantias reais de proteção e de não repetição.
Historicamente, ativismo feminino e negro vem buscando ampliar a proteção e a participação social. As interlocutoras destacam a urgência de políticas públicas que reduzam a violência de gênero e a violência política, assegurando vias eficazes de responsabilização.
Nesse contexto, o tema do acesso à justiça surge como eixo central para políticas que protejam mulheres em diferentes países. A pressão por soluções concretas permanece, com foco na proteção de todas as mulheres, independentemente de origem ou classe.
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