- Ato de estudantes da USP, Unesp e Unicamp terminou com atuação da Polícia Militar, com uso de gás lacrimogêneo, balas de borracha e cassetetes em frente à Reitoria da Unesp.
- O objetivo era reunir mais alunos para pressionar a reunião dos reitores; o encontro foi cancelado pela reitoria da Unesp, que hoje preside o Cruesp.
- O Cruesp informou que a medida foi tomada preventivamente para preservar a integridade de todos e assegurar futuras tratativas sobre a pauta unificada de 2026.
- A polícia afirmou que o policiamento continuará para garantir a ordem e a integridade do patrimônio; as cenas ocorrem após expulsão de ocupação da USP, no dia anterior.
- A mobilização envolve greve estudantil e, entre pontos reivindicados, estão bolsas permanência, moradia estudantil e reajuste orçamentário das três universidades; FMUSP aderiu à greve, paralisando atendimentos no HC e HU.
Um ato de estudantes da USP, Unesp e Unicamp nesta segunda-feira, 11, em frente à Reitoria da Unesp, terminou com intervenção violenta da Polícia Militar. O objetivo era pressionar a reunião dos reitores, que acabou cancelada pela reitoria da Unesp, hoje à frente do Cruesp.
O Cruesp informou que a decisão foi tomada de forma preventiva para preservar a integridade de todos e viabilizar futuras tratativas sobre a pauta unificada para 2026. A dispersão ocorreu com uso de gás lacrimogêneo, balas de borracha e golpes de cassetete.
A mobilização integra o calendário de greves dos estudantes das estaduais paulistas, que reivindicam maior permanência na universidade, com Bolsa Permanência e reforma da moradia, além de reajuste orçamentário das universidades sob gestão do governo de Tarcísio de Freitas.
Contexto e desdobramentos
A ação policial ocorreu um dia após estudantes serem expulsos da ocupação de três dias na Reitoria da USP. A Secretaria de Segurança Pública informou que o policiamento continua para garantir a ordem e a proteção do patrimônio, com apuração de eventuais abusos.
Deputadas ligadas ao PSOL acionaram a corregedoria e o Ministério Público para apurar a violência da PM. Representantes do partido condenaram a repressão contra estudantes e trabalhadores das três instituições.
Ainda nesta segunda, alunos do internato da Faculdade de Medicina da USP aderiram à greve, paralisando atendimentos no Hospital das Clínicas e no Hospital Universitário. A ação é associada ao protesto por melhores condições de permanência.
Os cortes apontados pelos manifestantes incluem o programa Experiência HCFMUSP na Prática, que cobra vagas de estágio de instituições privadas, e dificuldades estruturais no HU, que perdeu parte do quadro funcional na última década.
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