- Lula anunciou nova etapa do programa Celular Seguro, criando o “Serasa dos celulares roubados” para consultar a situação de aparelhos antes da compra.
- A medida visa reduzir o mercado ilegal e a receptação de celulares roubados ou furtados.
- Pessoas com celulares irregulares que entregarem às autoridades, colaborando nas investigações, não serão punidas.
- O objetivo é identificar a cadeia criminosa da receptação; a plataforma informa se o aparelho está registrado, funcionando como cadastro negativo.
- O presidente pediu cuidado no uso do celular em locais públicos e orientou quem tiver telefone roubado a procurar a delegacia para devolver.
Luiz Inácio Lula da Silva lançou nesta terça-feira uma nova etapa do programa Celular Seguro, voltada à recuperação de aparelhos roubados. A ferramenta será chamada de Serasa dos celulares roubados e permitirá aos consumidores checarem a situação de um dispositivo antes da compra. A iniciativa busca fragilizar o mercado ilegal e a receptação.
O anúncio ocorreu durante cerimônia na Base Aérea de Guarulhos, na Grande São Paulo. O governo afirma que a plataforma ajudará a identificar dispositivos não registrados e dificultar a circulação de aparelhos furtados no varejo informal.
Segundo o Ministério da Justiça e Segurança Pública, quem apresentar um celular irregular às autoridades e colaborar com investigações não será punido. A medida visa esclarecer a origem dos aparelhos e desestimular a aquisição de ativos roubados.
Objetivo da ferramenta e uso pela população
O secretário nacional de Segurança Pública, Francisco Veloso, explicou que a ação não penaliza consumidores, mas identifica a cadeia criminosa da receptação. O cadastro negativo poderá ser consultado por compradores.
Lula ressaltou a orientação de devolver aparelhos possivelmente roubados. Segundo ele, quem detectar possuir um celular roubado deve procurar uma delegacia para entregar o objeto, sem medo de punição, apenas para devolvê-lo.
A pasta descreve a plataforma como um mecanismo de transparência, que permitirá verificar se o celular está registrado em cadastro. A expectativa é reduzir a demanda por aparelhos obtidos por meio de atividades criminosas.
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