- A Apple anunciou, no WWDC, um kit expandido para pais por meio das contas de criança, com mais opções para personalizar o tempo de tela e bloquear imagens gore ou violentas em mensagens antes que cheguem às crianças.
- Raja Bose, diretor sênior de confiança, segurança e marketing de produtos de valores da Apple, destacou os benefícios do uso de dispositivos pelos filhos, mas reconheceu os riscos de acesso irrestrito à internet.
- Ann Thai, diretora sênior de plataformas e tecnologias de marketplace da Apple, ressaltou que cabe aos pais decidir o que as crianças podem acessar e que os desenvolvedores também são parte essencial da oferta de experiências adequadas à idade.
- A apresentação sinalizou a pressão regulatória sobre plataformas para verificar idades dos usuários, com debates sobre quem deve responsabilizar-se pela proteção de crianças online e o papel dos desenvolvedores.
- A Apple mencionou que está alinhada a diretrizes de especialistas e escolas de saúde, defendendo que cada aplicativo tenha responsabilidade semelhante na proteção infantil, sem impor limites rígidos de tempo de tela.
Apple amplia ferramentas de controle parental apresentadas no WWDC, com foco em manter usuários jovens mais protegidos, e cobra dos desenvolvedores atuação mais proativa. A apresentação ocorreu durante o Worldwide Developers Conference, em Cupertino, nos Estados Unidos.
A empresa detalhou o aprimoramento das contas infantis, incluindo maior personalização do tempo limite de tela e a capacidade de bloquear imagens gráficas ou violentas em mensagens antes de chegar aos filhos. Executivos ressaltaram que os pais devem decidir o que as crianças podem acessar, levando em conta pesquisas de especialistas.
Segundo a Apple, as recomendações de uso serão embasadas em estudos que equilibram riscos e benefícios da tecnologia para crianças, reforçando o papel dos desenvolvedores na oferta de experiências apropriadas para cada faixa etária dentro dos apps. A empresa destacou APIs que permitem aprovação dos pais dentro de apps e proteção contra conteúdos impróprios.
A apresentação também sinaliza um debate maior sobre responsabilidade e regulação online de menores. Políticas públicas já discutem verificações de idade em plataformas, com propostas que incentivam verificação por lojas de apps e envio de sinais de idade para desenvolvedores. A Apple reforçou que, quando necessário, cumpre regras de verificação de idade.
A companhia vem promovendo uma postura de proteção infantil sem depender exclusivamente de regulação externa, alinhando-se a iniciativas de outros players do setor. Em paralelo, a Apple destacou a importância de evitar decisões de dose única sobre tempo de tela, citando orientações de especialistas em saúde infantil.
> A Apple também enfatizou que muitos apps já oferecem controles parentais e que toda aplicação possui responsabilidade similar em oferecer experiências adequadas para menores. No evento, executivos ressaltaram o envolvimento de desenvolvedores para limitar a exposição de conteúdos inadequados, inclusive com recursos para impedir nudez em imagens.
Desenvolvedores, segundo a Apple, devem colaborar para manter a experiência infantil segura dentro dos apps, especialmente ao lidar com conteúdos sensíveis. A empresa reforçou que as ferramentas apresentadas buscam facilitar a gestão parental sem impor regras absolutas para todas as famílias.
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