- O diretor-geral da Polícia Federal afirmou que pode haver “alguma dificuldade” se houver mudança na cooperação com os Estados Unidos após a classificação do CV e do PCC como organizações terroristas estrangeiras.
- Ele disse que a medida é “um equívoco técnico” e que pode prejudicar o enfrentamento ao crime organizado entre os dois países.
- Rodrigues destacou a necessidade de entender os impactos nas ações de cooperação já existentes, assegurando que nenhuma medida externa interferirá nas ações brasileiras.
- A PF mantém cooperação com 36 países; uma operação hoje, em parceria com a DEA, resultou em 10 prisões e no bloqueio de mais de R$ 600 milhões.
- Os EUA classificaram o CV e o PCC como organizações terroristas na quinta-feira anterior, com validade a partir do dia cinco; o movimento ocorre após encontros de Flávio Bolsonaro com autoridades americanas em Washington.
A direção-geral da Polícia Federal afirmou que poderá haver dificuldade caso haja mudança nos termos de cooperação com os EUA após a classificação do Comando Vermelho e do Primeiro Comando da Capital como organizações terroristas estrangeiras. A declaração foi dada durante entrevista à GloboNews.
O diretor-geral da PF disse que a medida seria um equívoco técnico e que poderia prejudicar o enfrentamento conjunto do crime organizado nos dois países. Ele ressaltou a importância de entender como ficará a cooperação existente.
Atualmente, a PF mantém cooperação com 36 países, em vários continentes. Em operação conjunta com a agência DEA, dos EUA, foram realizadas prisões e bloqueados mais de R$ 600 milhões, mostrando o alcance dessa parceria.
A designação dos grupos ocorreu na última quinta-feira, 28, com vigência prevista para o próximo dia 5. A decisão envolve mudanças no quadro de cooperação entre as autoridades brasileiras e americanas para combater o tráfico transnacional.
A movimentação de Flávio Bolsonaro, senador pelo PL do Rio de Janeiro e pré-candidato à Presidência, nos dois dias anteriores ao anúncio, incluiu reuniões com autoridades americanas em Washington, entre elas o presidente dos EUA, Donald Trump, e o secretário de Estado Marco Rubio.
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