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Presidente afegão expressa preocupação com civis mortos por tropas SAS

Presidente do Afeganistão expressou preocupação com civis mortos por tropas SAS; evidências indicam que forças parceiras rejeitaram operações com britânicos até 2011

British troops in southern Helmand province, Afghanistan.
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  • O presidente do Afeganistão, Hamid Karzai, foi descrito como “muscular” ao levar a questão de civis mortos por tropas SAS aos comandos da Otan.
  • Documentos da investigação pública apontam que as forças parceiras afegãs deixaram de estar dispostas a trabalhar com os britânicos até a primavera de 2011.
  • Um oficial de forças especiais, identificado como N1788, informou que a prática de manter Afegãos dentro de um composto durante operações costumava resultar em mortes de civis e havia dúvidas sobre sua eficácia.
  • Outro oficial, N2252, relatou pressão para obter resultados após várias baixas em 2010, reconhecendo que a tática de separar homens adultos durante raids trouxe consequências não intencionais.
  • A comissão, aberta em 2022, ouve relatos sobre operações no Kandahar/Helmand entre 2010 e 2013, com testemunhos redigidos e a divulgação de evidências, ainda em andamento.

Na primeira metade da década passada, o então governo afegão manifestou preocupação com o número de civis mortos por tropas especiais britânicas. A queixa foi apresentada a comandantes da Otan que lutavam contra o Taliban.

Novas evidências tornadas públicas revelam que, até a primavera de 2011, as forças parceiras afegãs já estavam menos dispostas a atuar ao lado da subunidade britânica de operações especiais.

Os relatos são parte de um inquérito público sobre até 80 mortes ocorridas durante operações da SAS. O material é redigido e resumido e foi apresentado por oficiais de alto escalão da força especial.

Segundo o relatório, o presidente Hamid Karzai foi considerado “musculoso” ao tratar dessas detenções com a cadeia de comando da Otan. O resumo também aponta que unidades afegãs parceiras resistiam a colaborar com as forças britânicas.

A mesma síntese indica que, naquele período, a participação de unidades afegãs em missões com a SAS tornou-se um tema crítico para as campanhas da coalizão liderada pela Otan.

Em abril de 2011, um oficial da SAS foi solicitado a revisar uma prática recorrente de solicitar que homens Afegãos retornassem a um compound familiar alvo de uma operação noturna. A ideia era checar armas, mas houve mortes.

A avaliação apontou que a prática poderia ter se tornado ineficiente e, em alguns casos, houve menos armas encontradas do que o número de civis mortos. A estratégia foi considerada de efeito contraproducente.

Durante o inquérito, outro colaborador, chefe de gabinete das forças especiais em 2010-2011, mencionou pressão para obter resultados devido a perdas ocorridas em 2010. Mesmo assim, afirmou que a tática de isolar homens adultos trouxe consequências não intencionais.

Relatos já haviam indicado tensões entre as forças britânicas e as tropas afegãs em Helmand, região alvo das operações. O inquérito teve início em 2022 após denúncias de conduta letais de tropas do SAS.

Ao longo dos depoimentos, surgiram acusações de que dois adultos afegãos teriam sido mortos durante o sono, em presença de crianças, conforme apresentado por um advogado envolvido no processo.

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