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Trump fortalece a OTAN, afirma ministro lituano

Ministro das Relações Exteriores da Lituânia afirma que Trump pode tornar a OTAN mais forte, e defende que aliados contribuam na guerra do Irã

U.S. Secretary of State Marco Rubio stands alongside Lithuanian Foreign Minister Kestutis Budrys at the State Department in Washington on Nov. 10, 2025.
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  • O ministro das Relações Exteriores da Lituânia, Kestutis Budrys, disse à Foreign Policy, durante o Fórum GLOBSEC, que, a seu ver, o presidente Donald Trump deixou a NATO mais forte a longo prazo.
  • Budrys afirmou que aliados da NATO devem participar do conflito no Irã e ajudar a resolver a crise no estreito de Hormuz, destacando a necessidade de compartilhamento de responsabilidades.
  • Quatro prioridades para a cimeira de Ankara: indivisibilidade da segurança da NATO, aumento dos gastos europeus com defesa, mecanismo previsível de apoio à Ucrânia e avanços na indústria de defesa transatlântica.
  • Sobre a crise com drones na região, Budrys defendeu o reforço da fronteira europeia com capacidades anti‑drone e maior investimento no próximo quadro financeiro plurianual para resiliência na linha de frente.
  • Sobre a decisão de enviar cinco mil tropas dos EUA para a Polônia, Budrys disse que os argumentos favoráveis à presença em território aliado são fortes e que a medida deve ser implementada em breve.

Donald Trump tem sido crítico da OTAN, mas a relação com a aliança ganhou contornos cada vez mais abruptos à medida que o conflito no Irã se intensifica. O presidente dos EUA tem cobrado que aliados contribuam mais e chegou a sugerir a retirada dos EUA da aliança.

Na prática, a demanda por participação de Eurásia no conflito preocupa governantes europeus. Em meio a esse acirramento, o tema voltou a ganhar fôlego após declarações de líderes que veem a situação como teste à coesão transatlântica.

Kestutis Budrys, ministro das Relações Exteriores da Lituânia, afirmou que Trump pode ter fortalecido a OTAN a longo prazo. Em entrevista à Foreign Policy, durante o fórum GLOBSEC em Praga, ele defendeu participação europeia na crise do Golfo.

Budrys defendeu que aliados da OTAN devem assumir parte da responsabilidade pela escalada na Península Arábica, destacando o estreitamento de cooperação com os EUA para lidar com a situação no Estreito de Hormuz. A ideia é ampliar o papel de defesa comum.

Segundo o ministro, a atenção se volta a Ankara, onde a cúpula da OTAN deve debater prioridades, como defesa destriada e resposta a ataques com drones. A reforçada vigilância do leste europeu aparece como prioridade, associada a uma defesa aérea integrada mais rápida.

Ele enfatizou ainda a necessidade de aumentar os gastos com defesa na Europa, a fim de cumprir a meta de 5% do PIB até 2035. Além disso, apontou a necessidade de uma abordagem abrangente à Rússia, com ações em diferentes domínios, incluindo ciber, espaço e ar.

Budrys comentou sobre a Ucrânia, defendendo um mecanismo previsível de apoio a longo prazo e o compartilhamento de encargos. O objetivo é manter uma linha estável de ajuda que vá além de empréstimos pontuais.

Em relação à defesa industrial, o ministro argumentou pela construção de uma indústria de defesa transatlântica, com menos barreiras comerciais e menos protecionismo, para competir com a Rússia. O foco é ampliar a produção conjunta.

Sobre o recado de Trump ao fluxo de tropas, Budrys afirmou que 5 mil militares dos EUA devem ser enviados à Polônia, conforme anúncio presidencial. A meta é fortalecer a linha de frente, segundo ele, com vantagens para ambos os lados.

No que se refere à atuação da OTAN na crise do Irã, Budrys ressaltou que os aliados devem assumir parte da responsabilidade. Ele destacou apoio da Lituânia a ações de desminagem e participação em missões lideradas pela coalizão marítima.

Para além do Irã, o ministro discutiu a escalada de tensões com drones na região balticamente próxima. Budrys disse que a UE precisa investir em capacidades fronteiriças, incluindo vigilância do flanco leste e contramedidas a drones.

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