- Os Estados Unidos planejam reduzir a contribuição de suas forças para a OTAN na Europa, incluindo aviões, aeronaves cisterna, drones e outros sistemas de longo alcance.
- O recorte se soma à retirada de cerca de 5 mil militares da Alemanha e à suspensão do programa de instalação de mísseis Tomahawk no território alemão.
- A decisão foi comunicada a aliados europeus por meio de Alexander Velez-Green, enviado do subsecretário de Defesa, em Bruselas, sinalizando a reconfiguração do Modelo de Forças da OTAN.
- O objetivo é que os europeus substituam parte de suas contribuições, com planos para que tudo esteja pronto antes da cúpula em Ankara, nos dias 7 e 8 de julho.
- Enquanto Washington busca reduzir a presença na Europa para focar no Indo-Pacífico, a OTAN afirma que o Modelo de Forças fortalece a sustentabilidade da aliança, estimulando maior participação europeia sem depender tanto dos EUA.
Estados Unidos planeja reduzir sua contribuição militar à OTAN na Europa. A medida envolve cortes de forças disponíveis para crises e ameaças, incluindo caças, aeronaves-tanque, drones e outros sistemas de longo alcance. O objetivo é recalibrar a presença americana na aliança.
A comunicação ocorreu na última semana, quando o embaixador adjunto do Departamento de Defesa, Alexander Velez-Green, informou diretores de defesa europeus e canadenses em Bruxelas. A reunião tratou da reconfiguração do Modelo de Forças da OTAN, segundo relatos.
A redução se soma ao anúncio de retirada de cerca de 5 mil soldados que estão estacionados na Alemanha. Também está em pauta a suspensão do programa para posicionar mísseis Tomahawk na base alemã. As mudanças visam realinhar a estratégia da aliança.
Velez-Green destacou aos aliados a necessidade de redistribuição de capacidades. A emissora Der Spiegel confirmou o conceito de reconfigurar o Modelo de Forças, que organiza a mobilização de tropas, aeronaves, navios e equipamentos entre os membros.
O movimento ocorre em meio a uma elevação de foco norte-americano no Indo-Pacífico, com a hipótese de crise em 2027. Washington quer que aliados europeus substituam parte de sua contribuição militar para manter a dissuasão diante de outros cenários.
O público europeu acompanha os impactos da decisão, já que o tamanho exato do recorte segue sob sigilo. Da parte da OTAN, representantes destacam que o modelo de forças é uma referência para a mobilização coordenada de defesa coletiva.
A aliança ressalta que o equilíbrio de responsabilidades pode mudar conforme investimentos de Canadá e países europeus em capacidades próprias. Especialistas ressaltam que a redução não implica menos compromisso com a segurança coletiva.
A Casa Branca pediu que os aliados apresentem planos para substituir as capacidades deixadas de fora. O objetivo é ter propostas prontas antes da cúpula de líderes em Ankara, marcada para 7 e 8 de julho.
Fontes próximas às conversas indicam que a cooperação na avaliação de substituições pode incluir a venda de alguns sistemas aos parceiros europeus. A ideia é incentivar uma reavaliação de substituições ponto a ponto.
A OTAN afirma manter o foco na defesa coletiva e enfatiza que o Modelo de Forças continua a sustentar a cooperação entre Estados-Membros. O setor diplomático reforça que mudanças buscam maior sustentabilidade da aliança.
Autoridades europeias analisam as implicações da redução. Os próximos passos incluem consulta entre Estados-membros para definir estratégias de reposição e adaptação às novas condições de dissuasão transatlântina.
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