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Polícia de NSW adota modelo britânico para reduzir incidentes de saúde mental

Nova política em NSW prioriza atendimento por profissionais de saúde em ocorrências de saúde mental, aliviando a polícia de crises sem crime

The NSW police minister, Yasmin Catley, and the premier, Chris Minns, have told police officers they are ‘conscious of the challenges you are facing every day’. Photograph: Dan Himbrechts/AAP
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  • Nova NSW: polícia e Secretaria de Saúde devem assinar acordo sobre como lidar com incidentes de saúde mental, adotando modelo britânico onde profissionais de saúde atendem casos sem crime ou risco de vida.
  • Um memorando de entendimento (MoU) está próximo de ser assinado, segundo a secretária de polícia, Yasmin Catley, em reunião com a associação policial.
  • O objetivo é tirar a polícia da função de resposta padrão para toda crise de saúde mental, conforme pressão de líderes e do sindicato.
  • Trabalhadores de saúde seriam os primeiros a atuar em ocorrências de saúde mental sem violência ou crime envolvido; polícia manteria papel em situações com risco ou crime.
  • O governo e a polícia enfrentam críticas e pressões após mortes ligadas a crises de saúde mental, com foco também em melhorias no transporte de detidos e na capacitação policial.

O que aconteceu: a polícia de New South Wales e o Departamento de Saúde negociam um acordo para lidar com incidentes de saúde mental, buscando substituir a atuação da polícia pela intervenção de profissionais de saúde quando não houver crime ou risco de vida.

Quem está envolvido: a Polícia de NSW, o NSW Health, o ministro da polícia Yasmin Catley, o comissário Mal Lanyon, o premier Chris Minns, além de representantes da Police Association of NSW e a oposição. A discussão ocorre em meio a demandas por reformas.

Quando e onde: a declaração ocorreu durante uma conferência da Polícia de NSW em Wollongong, na terça-feira, com sinais de que o Memorando de Entendimento está próximo de ser assinado. A pauta envolve mudanças estruturais da atuação policial.

Por quê: a medida visa reduzir o papel da polícia como resposta padrão a crises de saúde mental, buscando expertise de saúde e freio a incidentes que podem intensificar situações. O objetivo é melhorar a segurança pública e o cuidado aos pacientes.

Mudança de modelo

  • O governo avalia aderir ao modelo britânico de atendimento pela pessoa certa, no cuidado certo, com profissionais de saúde priorizando atendimentos sem crime ou risco imediato.
  • Um relatório interno de 2024 apontou que, em incidentes de saúde mental, a presença policial pode agravar a situação, sugerindo a atuação de especialistas.

Contexto e pressões

  • Em 2023, mortes de pessoas em distresse mental geraram cobranças por reformas. Em 2024, nova pressão pública trouxe debates sobre treinamento obrigatório e o papel de agentes como segundo ou primeiro respondentes.
  • A discussão envolve também demandas por melhoria no transporte de detentos e na gestão de prisões, com críticos apontando falhas no sistema de justiça.

Posicionamentos oficiais

  • O premier Minns afirmou que anúncios sobre atendimento a crises de saúde mental e transporte de presos podem ocorrer em breve.
  • O ministro Catley destacou que o acordo com o NSW Health está próximo, reconhecendo a sobrecarga dos agentes frente a várias funções.
  • O comissário Lanyon ressaltou que a percepção de crime importa tanto quanto os números, mantendo foco em prevenção e segurança pública.

Impactos previstos

  • A troca de resposta pode reduzir a participação direta da polícia em casos sem risco à vida, com o uso de profissionais de saúde.
  • A medida visa também ampliar a capacidade de atendimento em saúde mental e melhorar o bem-estar das comunidades.

Desdobramentos legislativos

  • A implementação dependerá de aprovação de autoridades de NSW Health e do governo, com discussions em andamento sobre cronogramas e capacitação.
  • A reforma é articulada a planos de recrutamento, já anunciados para aumentar o efetivo policial em 30% até o próximo ciclo de formação.

Fontes oficiais e compromisso institucional

  • As autoridades destacam a necessidade de continuidade do diálogo entre governo, polícia e saúde, para garantir uma transição segura e eficaz.
  • A agenda de segurança pública permanece com foco em violência doméstica, crime organizado e trauma no trânsito, conforme informações oficiais.

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