- O atropelador de Modena foi Samir El Koudri, 31 anos, italiano de origem marroquina, que atingiu pedestres no centro da cidade e, em seguida, esfaqueou o homem que o deteve antes da chegada da polícia, deixando oito feridos.
- Não há sinais de vínculos com grupos radicais; autoridades tratam a linha útil como possível crise psicológica, com investigações sobre seu histórico médico e motivos que o levaram ao ataque.
- Escritos antigos encontrados na casa do suspeito, enviados há cinco anos à Universidade de Modena, refletem frustração com empregos e uma severa insatisfação pessoal.
- Investigadores analisam mensagens, memória do celular e possíveis influências externas, acompanhando a eventual recuperação de conteúdos excluídos em redes sociais pela empresa Meta.
- O ministro do Interior informou que não há evidências de radicalização islamista até o momento; a linha de investigação permanece aberta para esclarecer motivações e contexto do ataque.
O atropelo ocorrido no centro de Modena, na Itália, na tarde de sábado, deixou oito pessoas feridas. O autor, Samir El Koudri, 31 anos, foi detido e é investigado por tentativa de homicídio múltiplo e agressão com arma branca, após ter invadido a área com um veículo e desferido golpes em pedestres.
Segundo a defesa e fontes oficiais, El Koudri é italiano de origem marroquina, com histórico de transtornos psiquiátricos. Não há até o momento sinais de vínculos com grupos radicais, e as investigações devem esclarecer motivações e circunstâncias do crime.
Os investigadores analisam conteúdos de sua residência, incluindo escritos antigos e mensagens enviadas há cinco anos a uma universidade local, que refletem insatisfação profissional. Também está em exame o conteúdo de seu celular para traçar possíveis influências recentes.
Os policiais aguardam a devolução de mensagens eliminadas em redes sociais pela empresa responsável, para entender o contexto de uso e eventuais contatos. Diversas hipóteses são consideradas, com prioridade para uma crise psicológica severa.
O ministro do Interior, Matteo Piantedosi, afirmou que não foram encontradas evidências de radicalização islamista ou de redes de propaganda fundamentalista. Ainda assim, as autoridades seguem com as diligências para entender o perfil do investigado.
O advogado de El Koudri, Fausto Giannelli, explicou que o cliente interrompeu a medicação prescrita e interrompeu a terapia, o que, segundo ele, contribuiu para um agravamento de seu estado mental. O advogado também mencionou pedidos específicos do detido na prisão, como leitura de material religioso.
Paralelamente, o caso gerou debate político na Itália. Alguns representantes da oposição ligam o episódio à imigração, enquanto outros ressaltam que o homem é cidadão italiano e que a linha de investigação aponta para problemas de saúde mental.
O prefeito de Modena, Massimo Mozzetti, pediu prudência e destacou que dois cidadãos de origem egípcia ajudaram a deter o agressor. O foco das autoridades é esclarecer o que motivou o ataque sem tirar conclusões precipitadas.
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