- A Jamaica investiga a morte de Latoya Bulgin, 45 anos, após tiro de policial durante protesto em Granville, no condado de St James.
- O protesto era contra uma morte anterior de um adolescente, de 17 anos, ocorrida em 12 de maio, segundo a Independent Commission of Investigations (Indecom).
- Vídeos que circulam nas redes mostram um policial atirando contra o motorista do veículo, que estava parado na margem da via; colegas então puxaram o corpo de Bulgin do carro.
- A polícia informou ter desligado o policial envolvido e instaurado investigação, sem indicar se houve sigilo de atendimento médico ao ferido.
- O episódio gerou indignação no país, com oposição pedindo ação rápida, transparente e independente, além de mencionar que, neste ano, 130 pessoas foram mortas por forças de segurança na Jamaica.
O caso ocorreu durante protesto em Granville, no noroeste da Jamaica, quando a polícia atirou contra um veículo e matou Latoya Bulgin, 45 anos. O episódio ocorreu no domingo, durante ações de controle de multidões. A gravidade do ataque levou à suspensão de um oficial envolvido, que aguarda apuração.
Segundo a Comissão Independente de Investigações (Indecom), os policiais participavam de um protesto contra uma operação anterior que resultou na morte de um menor, Tjey Edwardson, de 17 anos, em 12 de maio. O vídeo mostra o momento em que o tiro é disparado à queima-roupa.
O carro permanece parado na lateral da estrada, com pessoas saindo do veículo. Um policial é visto atirando contra a motorista, enquanto a multidão reage com gritos. Em seguida, Bulgin é retirada do carro e colocada no porta-malas de uma viatura policial.
Não há indicação de que os oficiais tenham prestado socorro imediato à ocupante do veículo. Bulgin foi levada ao hospital, onde, segundo informações, foi declarada morta. Familiares e a comunidade local relatam que ela era empresária e mãe de dois filhos.
Investigação em curso
A JCF informou que o policial envolvido está suspenso durante a apuração. O incidente já gerou revolta no país e levou a cobrança por transparência na atuação policial.
Oposição, por meio do porta-voz de segurança nacional, pediu atuação célere, transparente e independente, destacando preocupações sobre o aumento de mortes por violência policial no país. A legenda pública ressalta a necessidade de responsabilidade.
Indecom destacou a relevância de imagens independentes na fiscalização de policiamento. A comissão pediu que testemunhas se apresentem e reforçou que a investigação requer avaliação de toda a evidência, não apenas de vídeos. No ano, 130 pessoas já morreram pela atuação de forças de segurança.
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