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Membro do grupo hacker de Vorcaro é preso em Dubai e deportado ao Brasil

Integrante do grupo hacker ligado a Vorcaro é preso em Dubai e deportado ao Brasil; PF diz que atuava como executor técnico e aponta indícios de operações ilícitas

Hacker ligado a Daniel Vorcaro foi preso por policiais federais em Guarulhos após chegar de Dubai (Foto: Divulgação/Polícia Federal)
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  • Integrante do grupo hacker ligado a Vorcaro foi preso em Dubai e deportado para o Brasil; chegou a Guarulhos para cumprimento do mandado de prisão.
  • Prisão preventiva foi decretada pelo ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal, na quinta-feira anterior; Polícia Federal acionou a polícia dos Emirados Árabes em cooperação internacional.
  • Investigado é descrito pela PF como “executor técnico” e “operador auxiliar” do núcleo conhecido como “Os Meninos”, a serviço de Vorcaro.
  • Segundo a PF, ele recebia cerca de R$ 2 mil por mês, executando serviços como conserto de computadores, deslocamento de veículo e desenvolvimento de software de inteligência artificial.
  • A PF aponta que ele deixou a casa do chefe do núcleo hacker com um caminhão de mudanças após a fuga do líder, e é suspeito de falsificar documentos e de receber pagamentos por meio de duas drogarias em que figura como sócio.

Foi preso neste sábado 16 em Dubai um prestador de serviços ligado ao grupo hacker associado a Vorcaro. Segundo a Polícia Federal, ele integrava uma estrutura dedicada a ataques cibernéticos, invasões telemáticas, derrubada de perfis e monitoramento digital ilegal, e foi deportado ao Brasil.

A cooperação internacional entre PF e autoridades dos Emirados Árabes foi determinante. O investigado foi detido no aeroporto de Dubai, impedido de entrar no país e embarcou rumo ao Brasil. Ele chegou ao Aeroporto de Guarulhos, onde ocorreu o cumprimento do mandado de prisão.

A PF descreve o suspeito como executor técnico e operador auxiliar do núcleo hacker. Em depoimento à PF, ele afirmou ser estudante de computação e desenvolver sistemas, recebendo cerca de R$ 2 mil mensais do líder do braço tecnológico do grupo.

Prisão no exterior e retorno ao Brasil

As apurações apontam que o investigado mantinha atuação à disposição do líder do núcleo, mesmo após frentes de atuação serem desfeitas. Em março, antes da prisão do chefe, ele deixou Lagoa Santa (MG) com mudanças e pertences da residência.

A PF também apura indícios de falsificação de documentos. Em três fases da operação, o grupo esteve sob monitoramento por atividades que indicam evasão de objetos de interesse investigativo.

Há suspeitas de que o prestador tenha recebido pagamentos por meio de duas drogarias ligadas a ele. A PF avalia que o investigado contribuía para circulação dissimulada de valores ligados à atividade criminosa.

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