- Dois integrantes da campanha do candidato Abelardo de la Espriella foram mortos a tiros na sexta-feira 15, na zona rural do departamento de Meta, após serem abordados por quatro homens armados em motos.
- As vítimas foram identificadas como Rogers Mauricio Devia, coordenador local de campanha, e Eder Fabián Cardona, assessor.
- A Defensoria do Povo disse que os fatos são gravíssimos e preocupantes, ainda mais em contexto eleitoral, pois afetam direitos políticos e participação democrática.
- A segurança é tema central na campanha que se aproxima da eleição de 31 de maio, com ameaças de morte já denunciadas por Espriella, Cepeda e Valencia.
- Meta é uma região com atuação de guerrilhas dissidentes e serve como corredor de tráfico de cocaína, o que explica a pressão de grupos armados sobre as eleições.
Dois integrantes da campanha do candidato Abelardo de la Espriella foram mortos a tiros na noite de sexta-feira, 15, em uma área rural do departamento de Meta, região centro-leste da Colômbia. As vítimas, o coordenador local Rogers Mauricio Devia e o assessor Eder Fabián Cardona, estavam a caminho de retornar após recolher material de propaganda quando foram abordados por quatro homens em motos. A ação ocorreu no entorno da campanha, segundo informações oficiais.
A equipe de Espriella divulgou que os suspeitos agiram de forma rápida e violenta, sem que haja detalhes sobre motivação ou autoria no momento. A Defensoria do Povo confirmou a gravidade do episódio e destacou que o crime representa uma violação aos direitos políticos e à participação democrática, especialmente em período eleitoral.
Contexto: segurança nas campanhas e violência política permanecem como tema central neste ciclo eleitoral. Os principais candidatos, entre eles Espriella e a candidata de direita Paloma Valencia, já haviam denunciado ameaças de morte. O senador Iván Cepeda, da esquerda, surge como favorito em parte das pesquisas, ampliando o cenário de tensão.
Meta é historicamente um reduto de atuação de insurgentes e uma rota de tráfico de cocaína, fatores que agravam o risco de violência política na região. Grupos armados costumam exercer pressão para influenciar o pleito, com vínculos em crimes como narcotráfico e extorsão, conforme relatos oficiais.
Além de Devia e Cardona, outros episódios recentes ilustram o ambiente de insegurança envolvendo pessoas ligadas a campanhas. Em fevereiro, a vice de Cepeda, Aida Quilcué, foi mantida sob sequestro de curta duração por dissidentes do antigo acordo de paz. Casos de violência contra pré-candidatos continuam a preocupar autoridades e observadores.
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