- A Campus Guardian Angel testa drones guardiões que chegam a até 15 segundos após o alarme em escolas dos Estados Unidos, operados por humanos a partir de uma central em Austin, no Texas.
- Os drones ficam em esquadrões de três, com rotas definidas a partir de mapeamento em três dimensões da escola, e ficam em mini-hangares estratégicos dentro e fora do estabelecimento.
- A intervenção é ajustada conforme a ação do suspeito: usar áudio bidirecional para emitir comandos ou aplicar impactos cinéticos ou gel de pimenta não letal quando há ataque a alunos.
- Dados citados: apenas em dois mil e vinte e cinco ocorreram 233 incidentes com armas em campis educacionais; o ataque de Uvalde, em maio de dois mil e vinte e dois, resultou na morte de 19 alunos e duas professoras, com o atirador neutralizado 77 minutos após o início.
- Os drones, fabricados nos Estados Unidos, são oferecidos em contratos anuais; pesam menos de um quilo, medem cerca de 25 centímetros e podem atingir o suspeito a 65 quilômetros por hora; ainda não utilizam inteligência artificial.
Drones guardiões testados nos EUA para neutralizar atiradores em escolas em menos de um minuto. Equipamentos são controlados por humanos e atuam para derrubar o criminoso antes da chegada da polícia, ideia originada na guerra na Ucrânia.
A operação é conduzida pela Campus Guardian Angel. O diretor de operações táticas, Khristof Oborski, afirma que a iniciativa surgiu ao observar drones em primeira pessoa no conflito ucraniano. Segundo ele, o objetivo é responder ao incremento de tiroteios em escolas.
Os drones de menos de um quilo são movidos por equipes humanas a partir de uma central em Austin, Texas. A empresa mapeia a escola em 3D para definir rotas e instala esquadrões de três drones em pontos estratégicos. A chegada ao suspeito deve ocorrer em até 15 segundos.
Plano tecnológico
Ao ser acionado, o sistema de drones decole e atue conforme a situação. Em casos de menor com arma, a presença com áudio bidirecional pode bastar para ordenar a entrega da arma. Em ataques contra crianças, a intervenção pode envolver impactos cinéticos ou gel de pimenta não letal.
Fabricados nos Estados Unidos, os drones são oferecidos por contratos anuais, com valores variáveis conforme o tamanho da escola e o número de edifícios. O aparelho tem alcance de até 65 km/h e peso inferior a 1 kg.
Contexto e desdobramentos
Há projetos-piloto em escolas da Flórida e da Geórgia, financiados com recursos públicos. Em Houston, Texas, há relatos de interesse de pais em arcar com parte dos custos, segundo Oborski. O objetivo é ampliar o uso do sistema sem depender exclusivamente da polícia.
Bill King, ex-SEAL e cofundador, afirma que o cenário ideal é a adoção ampla para evitar tragédias, desde que haja controles adequados. Segundo King, os drones não utilizam IA. O programa envolve pilotos com perfil próximo ao de entusiastas de tecnologia.
Alex Campbell, piloto envolvido, diz que é possível ajudar agentes a cumprir suas funções, com foco na proteção de estudantes e profissionais. A iniciativa busca manter a segurança nas escolas sem incorrer em avaliações prematuras ou conclusões precipitadas.
Fonte e contexto adicionais indicam que, em 2025, ocorreram 233 incidentes com armas em campi educacionais, segundo o portal IntelliSee. Em relação a incidentes trágicos, o ataque de Uvalde, Texas, em maio de 2022 resultou em 19 alunos e duas professoras mortos, com resposta policial tardia relativa ao ataque iniciado.
Entre na conversa da comunidade